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Jornal Diário de Suzano - 19/11/2017
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Empresas repassam custos para preços e movimento cai

07 JUN 2015 - 08h00

A forte pressão de custos exercida pelo choque das tarifas de energia elétrica, combustíveis e água, por exemplo, impõe o repasse para os preços dos prestadores de serviços que, por conta desses aumentos, já registram queda no movimento. Entre janeiro e maio deste ano, a tarifa de energia elétrica subiu 49,2%, a água aumentou 5,05% e a gasolina ficou 8,48% mais cara na cidade de São Paulo. Enquanto isso, o Índice de Preços ao Consumidor da Fipe aumentou 5,36%.

"Aumentou tudo neste ano: água, sabão, embalagem, energia", diz João Carlos Faria Crociati, sócio da lavanderia Nova Paulistana, com três lojas em São Paulo e que presta serviços a terceiros. Ele conta que subiu menos de 10% os preços dos serviços de lavanderia para poder acomodar as pressões de custos. E o movimento recuou até abril.

Para atenuar a alta de custos das tarifas, o microempresário comprou, por exemplo, máquinas mais eficientes no uso da água. Além disso, decidiu desligar a luz na hora do almoço e reduziu em 10% o quadro de funcionários. Crociati também ampliou o prazo de pagamento nas despesas de clientes que usam cartão de crédito acima de R$ 400 na sua loja, de duas para três vezes. E as medidas para administrar o negócio dentro da nova realidade de custos já estão surtindo algum efeito. "De maio para cá, o movimento deu uma melhorada", conta.

Já o sócio-gerente do salão de cabeleireiros Soho, Ernesto Paulelli Neto, sentiu um retração de 15% no movimento desde julho do ano passado. "Estamos fazendo a maior economia possível", diz ele. A intenção é evitar que os aumentos de preços espantem mais ainda a clientela.

Por conta da alta das tarifas de água, luz e dos aumentos dos produtos químicos, pressionados pelo câmbio e pela alta do imposto, Neto conta que teve de majorar em 10% os preços este ano. "Mas o aumento não foi linear", ressalta. Ele explica que procurou concentrar os reajustes nos serviços que usam produtos químicos que tiveram aumento. Por outro lado, procurou manter os preços dos serviços que não envolvem cosméticos, como corte e escova, entre outros.

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