Envie seu vídeo(11) 97569-1373
domingo 29 de novembro de 2020

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 28 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 28/11/2020

Entidade piora projeções e vê queda de 2,8% para o PIB do Brasil neste ano

17 SET 2015 - 08h00

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) piorou significativamente as previsões para a atividade econômica no Brasil. Agora, a entidade está mais pessimista que os economistas ouvidos semanalmente pelo Banco Central. Para 2015, a expectativa de recessão foi aprofundada de -0,8% no previsto em junho para a previsão de -2,8%.

A recessão deve continuar no próximo ano. Até junho, a OCDE mantinha a previsão otimista de que o Brasil poderia crescer 1,1%. Três meses depois, diante da deterioração do quadro, a Organização agora aposta em contração do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil de 0,7% no próximo ano.

Com a piora do cenário, a OCDE agora está mais pessimista que os economistas ouvidos semanalmente pelo BC. Na pesquisa Focus divulgada esta semana, a mediana das previsões para o PIB mostra contração de 2,55% em 2015 e retração de 0,60% em 2016.

No relatório "Interim Economic Outlook", a OCDE explica que o cenário para os emergentes em 2015 sofreu deterioração desde junho diante especialmente dos sinais de fraqueza da China, o que reduz a demanda global por importações e ainda diminuiu o preço das commodities. Para os emergentes, o efeito China, diz a OCDE, acabou anulando a maior tração apresentada pela economia dos Estados Unidos.

Para piorar, alguns países sofrem com problemas internos. A OCDE dá como exemplo o Brasil e a Rússia, "que experimentam recessão profunda combinada com inflação relativamente alta". Além disso, a entidade cita que "o déficit em conta corrente e fiscal apresentaram ampliação para elevados níveis no Brasil e África do Sul".

Para 2016, a OCDE diz que grandes exportadores de matérias primas, como o Brasil e a Rússia, "podem ver alguma melhora se os preços das commodities não caírem ainda mais". Sobre a China, a entidade diz que a hábil escolha e implementação de políticas deve fazer com que a desaceleração do País seja "apenas gradual".

Últimas Notícias

Ver Últimas Notícias