Envie seu vídeo(11) 97569-1373
terça 29 de setembro de 2020

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 28 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 29/09/2020

'Estamos propondo meta de orçamento equilibrado para a União', diz Barbosa

17 ABR 2016 - 08h00

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, considerou "equilibrada" a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviada ao Congresso Nacional, com meta de resultado primário zerada. "Estamos propondo uma meta de orçamento equilibrada, não vai ter déficit e nem superávit. E isso é equilibrado. E com um aumento gradual a partir de 2018", disse.

Caso o governo utilize todo o abatimento previsto na LDO, que é de R$ 65 bilhões, a meta pode ser negativa em 0,96% do Produto Interno Bruto (PIB). O governo pede a permissão para abater R$ 42 bilhões de frustrações de receitas. "Como todo o agente econômico, o governo não controla receitas e sim faz previsão, a exemplo do que foi feito em 2015", frisou o ministro, justificando a decisão.

A equipe econômica enviou sexta-feira o projeto ao Congresso, conforme exige a Constituição. O dirigente da Fazenda lembrou que as projeções podem ser revisadas no Parlamento ao longo da tramitação. "Ao longo da tramitação da LDO e do orçamento, essas estimativas são revisadas por iniciativa do governo ou do próprio Congresso".

O governo espera que a inflação volte para dentro da meta no ano que vem. De acordo com as projeções divulgadas há pouco, a inflação sairá de 7,4% em 2016 para 6% no ano que vem.

A equipe econômica conta com recuperação do superávit a partir de 2018. Os dados da Fazenda e do Planejamento projetam que o ano terminará com primário de 0,8% no setor público, sendo que o governo central será responsável por 0,5%.

arrecadação

Depois de classificar o projeto de lei de diretrizes orçamentárias de 2017 como "equilibrado", o ministro da Fazenda afirmou que ele será feito através da recuperação da arrecadação e com medidas de aumento de receitas. "Estamos propondo orçamento equilibrado no próximo ano e que se baseia numa recuperação da arrecadação, do crescimento e com medidas de aumento de receitas, a maior parte delas já está no Congresso", disse.

O ministro ressaltou ainda que o governo continuará com o esforço para controlar as despesas e frisou que, mesmo com esse cenário adverso, é possível estabilizar o endividamento do governo. "É possível estabilizar a dívida bruta até 2017 e a líquida a partir de 2018, com um resultado fiscal compatível e com necessidade de recuperação do crescimento e do emprego nesse momento que o Brasil tem queda do nível de atividade", destacou.

O dirigente da Fazenda reforçou que as projeções para 2017 são baseadas na recuperação econômica a partir do segundo semestre de 2016.

Últimas Notícias

Ver Últimas Notícias