Envie seu vídeo(11) 97569-1373
Sintonize nossa Rádio101.5 FMClique e ouça ao vivo
Sexta 24 de Novembro de 2017

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 28 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 24/11/2017
mrv

Fipe estima alta de 0,49% para IPC deste mês

06 MAI 2015 - 08h00

Após a alta de 1,10% do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em abril, a inflação na Capital paulista deve desacelerar para 0,49%, de acordo com a estimativa do coordenador do IPC da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), André Chagas, divulgada ontem. Segundo ele, depois de o mês de abril ter sido caracterizado como o das tarifas de energia elétrica elevadas, maio deve contar com taxas bem mais amenas. "Só a alta de 19,70% de energia contribuiu com dois terços do resultado do índice", disse. O indicador também deve perder força ante maio de 2014, quando ficou em 0,52%.

Com expectativa de que não haverá novos aumentos no setor energético à frente, Chagas estima que a classe de despesa Habitação, da qual faz parte energia elétrica, sai de uma variação de 19,70% em abril para 0,92% em maio, levando o grupo para uma inflação de 0,35%, na comparação com 2,30% no quarto mês do ano. "Rigorosamente, (alta de administrados) isso não é inflação, mas é efeito do não reajuste em anos anteriores, além de problemas estruturais do setor que o País enfrenta", argumentou.

Neste mês, o economista acredita que também aconteça mais disseminação da inflação em São Paulo, mas em níveis mais moderados do que o visto recentemente. "Tirando isso do horizonte, devem restar algumas outras variações menores, mas que não chegam perto do avanço isolado de energia elétrica", disse.

Além de se beneficiar de um resultado mais baixo do grupo Habitação, a expectativa de Chagas é de que o conjunto de preços de alimentos saia de uma taxa de 0,83% em abril para 0,47% no quinto mês do ano, especialmente puxado pelos produtos in natura Ele explicou que a sazonalidade favorável deve ser ponto-chave para ajudar a abrandar a inflação de Alimentação no período. No entanto, ponderou que esse alívio pode ser menor que o esperado, dadas as incertezas em relação ao impacto cambial sobre os preços de alguns itens alimentícios.

"O dólar ainda segue em alta e muitos produtos semielaborados e industrializados sofrem diretamente com a variação cambial. Resta saber se os produtores encontrarão espaço para fazer repasses e se isso será captado pela inflação. Isso pode fazer com que a sazonalidade (favorável) seja mais suave e não contribua para segurar os preços", sugeriu.

O economista afirmou que o óleo de soja foi um dos itens que sentiu os impactos do avanço da moeda norte-americana, ao fechar abril com alta de 3,79%, ante 0,37% em março. Mas já dá sinais de perda de fôlego.

Ano

Para o fechamento de 2015, Chagas mantém a expectativa de alta de 6% para o IPC do período. Segundo o economista da Fipe, há espaço para queda ou elevações menos significativas de alguns produtos.

Últimas Notícias

Ver Últimas Notícias