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Jornal Diário de Suzano - 25/10/2020

Governo Central tem déficit recorde no 1º trimestre

29 ABR 2016 - 01h52

A queda das receitas e o crescimento de gastos obrigatórios fizeram o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrar o maior déficit primário da história para o primeiro trimestre. De janeiro a março deste ano, o resultado ficou negativo em R$ 18,216 bilhões. O déficit primário é o resultado negativo nas contas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública. Em março, ele ficou em R$ 7,943 bilhões, também valor recorde para o mês, desde o início da série histórica em 1997.

Números mostram a deterioração das contas públicas. Em 2015, o Governo Central tinha registrado superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública) de R$ 1,504 bilhão em março e resultado positivo de R$ 4,493 bilhões no primeiro trimestre.

De janeiro a março, as receitas líquidas do Governo Central caíram 3%, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O principal responsável foi a contração de 8,3% (também descontada a inflação) da arrecadação administrada pela Receita Federal, provocada pela retração na economia.

As despesas acumulam alta de 5,2% acima da inflação nos três primeiros meses do ano. O crescimento foi impulsionado por gastos obrigatórios como pagamento de subsídios concedidos nos anos anteriores, que aumentaram 670,5% por causa da quitação de passivos do governo com bancos públicos acertada com o Tribunal de Contas da União (TCU). Também contribuiu para aumento real dos gastos o novo calendário de pagamento do abono salarial, que fez despesas com benefícios trabalhistas saltarem 58,5% acima do IPCA.

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