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Jornal Diário de Suzano - 30/10/2020

IBGE: mercado de trabalho cortou 1,1 milhão de vagas com carteira em 1 ano

16 MAR 2016 - 08h00

O mercado de trabalho eliminou 1,1 milhão de vagas formais no período de um ano. A queda no total de pessoas ocupadas com carteira assinada no setor privado foi de 3% no quarto trimestre de 2015 em relação ao mesmo período de 2014. Dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A perda da carteira assinada estimula a população que está fora da força de trabalho a procurar emprego para complementar a renda familiar, explicou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

"A carteira representa uma série de benefícios. Então a perda da carteira pode fazer com que as pessoas que estão fora da força vão para o mercado de trabalho pra compor essa renda (da família). Essa redução da estabilidade do emprego faz com que tenha esse aumento de população desocupada", justificou.

O coordenador lembra que o total de pessoas procurando emprego cresceu em 2,635 milhões de indivíduos em um ano, enquanto apenas 600 mil vagas foram eliminadas no período. A fila da busca por um trabalho reúne essas pessoas que perderam o emprego e as que não estavam trabalhando nem procurando uma vaga.

No quarto trimestre de 2015, além da redução da formalidade, houve diminuição do montante de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado, que encolheu 4,3%, 450 mil funcionários a menos.

Taxa de desocupação no Brasil ficou em 9% no quarto trimestre de 2015, de acordo com a Pnad Contínua. Foi a mais alta taxa registrada na série histórica da pesquisa, iniciada no primeiro trimestre de 2012. No quarto trimestre de 2014, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,5%.

Já o trabalho por conta própria cresceu 5,2% no período, com 1,139 milhão de pessoas a mais nessa condição em um ano. "As pessoas quando perdem o emprego muitas vezes recebem rescisão. Elas vão usar essa rescisão para montar um negocio próprio, para tentar manter o sustento delas", disse Azeredo.

O trabalho doméstico também avançou no período de um ano (+4,8%), com 284 mil empregados a mais, absorvendo mão de obra dispensada de outros setores.

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