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Jornal Diário de Suzano - 23/11/2017
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Levy afirma que a política monetária começa a ter efeito

13 JUN 2015 - 08h00

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse ontem, na 43ª Reunião do Conselho Consultivo do World Trade Center (WTC), em São Paulo, que em função do realinhamento dos preços relativos da economia a política monetária teve que se tornar mais dura. Para ele, no entanto, a política monetária começa a fazer efeito. "Não se pode tapar canais que fazem efeito", disse o ministro, acrescentando que quando se sobe juro não se pode aumentar o crédito.

De acordo com Levy, é bastante comum haver reclamações e pedidos para retomadas de linhas de crédito em períodos de apertos monetários. "Mas se aumenta o crédito não adiantou nada aumentar a taxa de juros", disse o ministro. "Não podemos atrair fatores ao contrário dos canais da política monetária", reforçou o ministro para uma plateia de cerca de 100 empresários.

Mais adiante no seu discurso, Levy voltou a falar sobre o crédito no Brasil. Disse que com a entrada da economia em outro patamar a partir de 2000, observou-se que a estrutura da economia brasileira se tornou obsoleta e que um desses problemas é o crédito. Segundo o ministro, o Brasil tem crédito direcionado para vários setores a taxas de juros diferentes. Isso, segundo ele, até suscitou debates ideológicos no País por alguns períodos sobre se era certo ou não.

"Mas a estrutura do crédito foi feita há 50 anos, na época do Dr Bulhões", disse, ao se referir ao economista e ex-ministro da Fazenda Otávio de Gouveia Bulhões. De acordo com Levy, esta estrutura não dá mais conta da demanda por crédito hoje. "Os ditos créditos direcionados chegaram a seu limite", disse. Levy deu como exemplo, o setor imobiliário, que passou por mudanças porque a demanda por imóveis cresceu mais que o ritmo de crescimento dos depósitos na caderneta de poupança. "Não foi o governo que promoveu as mudanças", disse o ministro.

Banco Central

Levy deu mais uma vez demonstração de apoio pleno à atuação firme do Banco Central para conter a alta de preços. "O BC está sendo bastante duro no combate à inflação", destacou. Ele comentou de passagem em palestra sobre a elevação de 0,74% do IPCA de maio.

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