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Jornal Diário de Suzano - 24/10/2020

Pacote anunciado pelo governo federal começa pelo crédito agrícola

31 JAN 2016 - 07h00

Parte do pacote anunciado pelo governo nesta semana começa a sair do papel amanhã, quando o Banco do Brasil inicia as operações para liberar até R$ 10 bilhões em financiamentos de pré-custeio para agricultores. O problema é que o dinheiro, diferentemente do que fizeram parecer os ministros Nelson Barbosa (Fazenda) e Kátia Abreu (Agricultura), não é novo. Ele já seria disponibilizado pela instituição financeira antes que quaisquer das medidas que foram apresentadas fossem desenhadas.

Oficialmente, o governo tem dito que os recursos vieram de aumento nos depósitos da poupança rural e depósitos à vista. Fontes, no entanto, garantem que o BB já programava liberar esses valores quando o último Plano Safra foi lançado, em julho do ano passado. Naquela época, a afirmação "não vai faltar dinheiro para o pré-custeio" era repetida quase como um mantra dentro do BB e do Ministério da Agricultura. As linhas que começam a ser operadas a partir da próxima semana têm como fundo a poupança rural e os depósitos à vista. Segundo o BB, o volume deste ano é 22% superior ao que foi desembolsado na última edição. Para o agricultor, porém, a diferença será como um incremento de 100%.

As linhas que foram ofertadas pelo banco no ano passado eram uma mistura de produtos, um pedaço do crédito era com juros controlados e outro com taxas de mercado. Ainda assim, esses recursos demoram a sair e houve atraso na compra de insumos para a produção. Kátia Abreu, em entrevista na tarde de sexta-feira, afirmou que, diferentemente do ano passado (quando não havia funding suficiente), o governo trabalhou para não deixar faltar o dinheiro do pré-custeio. Segundo ela, essa linha é essencial para a organização da safra e para garantir a produtividade e competitividade do campo.

De acordo com o BB, os recursos estarão disponíveis aos médios produtores por meio do Programa Nacional de Apoio aos Médios Produtores Rurais (Pronamp) com taxas de 7,75% ao ano e o limite máximo é de R$ 710 mil. Os demais produtores rurais acessam o crédito com encargos de 8,75% ao ano até o teto de R$ 1,2 milhão por beneficiário. O banco esclareceu ainda que a disponibilidade de recursos resulta de uma combinação de fatores relacionados, principalmente, à elevação da exigibilidade da Poupança Rural de 72% para 74%, na safra 2015/2016.

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