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Jornal Diário de Suzano - 18/09/2020

Período de alta dos juros pode ser mais 'intenso' e 'longo, diz Banco Central

11 SET 2015 - 08h00

O Banco Central (BC) indicou que o período de alta dos juros pode ser mais "intenso" e "longo" do que o previsto. Mais eloquente que o normal, o BC deu o recado no parágrafo 24 na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). "Para o Comitê, depois de um período necessário de ajustes, que pode ser mais intenso e mais longo que o antecipado, o ritmo de atividade tende a se intensificar, na medida em que a confiança de firmas e famílias se fortaleça", disse a instituição no documento. Apesar dessa afirmação, a diretoria do BC, no encontro da semana passada, manteve inalterada a taxa de juros (Selic) em 14,25%.

A instituição, ainda neste trecho passou a dar um pouco mais de peso para o que ela classifica de eventos não econômicos. Até a reunião de julho do Copom, a diretoria via esses eventos influenciando uma redução dos investimentos, agora, a instituição destaca que esses fatores têm intensificado o processo que mantém a taxa de atividade doméstica inferior ao potencial. Em meio a esse cenário de economia fraca, a instituição continua a ver o consumo privado com sinais de contração, em linha com recentes dados de crédito, emprego e renda.

Esse trecho também sugere que o BC coloca todas as suas fichas no ajuste macroeconômico em curso e que a instituição vê, com a retomada da confiança das famílias, a volta da expansão econômica. Essa percepção, no entanto, pode ter alguma defasagem por ter ocorrido antes do Brasil perder o grau de investimento, anunciado na noite de quarta-feira pela Standard & Poors (S&P), situação que agrava ainda mais o quadro do País. Quando a reunião ocorreu, em 2 de setembro, ainda não se sabia que a agência de classificação de risco tomaria essa decisão.

COMBUSTÍVEL

O Copom reduziu a projeção para a alta do preço da gasolina este ano. A projeção passou de 9,2%, estimados em julho, para 8,9%. Também foi reduzida a projeção para o aumento dos preços da energia elétrica, de 50,9% para 49,2%. A estimativa para a queda no preço da tarifa de telefonia fixa passou de 3% para 3,5%.

O Copom também alterou a projeção para o aumento do preço do botijão de gás de 4,6% para 15%. No último dia 31, a Petrobras anunciou que o preço do gás liquefeito de petróleo para uso residencial, envasado em botijões de até 13 quilos, foi reajustado em 15%, em média. Para o conjunto de preços administrados por contrato e monitorados, o comitê projeta variação de 15,2% em 2015. Em julho, o índice estimado foi 14,8%.

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