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Jornal Diário de Suzano - 26/09/2020

Petrobras amplia perda em 2015 com prejuízo líquido de R$ 34,836 bilhões

22 MAR 2016 - 08h00

Após ter registrado prejuízo recorde de R$ 21,587 bilhões em 2014, a Petrobras voltou ao vermelho no ano passado. A estatal anunciou na noite de ontem um prejuízo líquido de R$ 34,836 bilhões em 2015, montante 61% ainda mais adverso do que o acumulado no ano anterior. Esta é apenas a segunda vez desde o início do século que a estatal reporta prejuízo anual.

Procurada previamente, a Petrobras não soube informar se, em algum momento em seus mais de 60 anos de existência, a companhia já registrou dois anos consecutivos de resultados negativos. O resultado de 2015 teve origem no prejuízo líquido de R$ 36,938 bilhões acumulado entre outubro e dezembro, montante 38,9% pior do que o prejuízo de R$ 26,6 bilhões reportado no quarto trimestre de 2014.

O prejuízo anual é explicado por uma combinação de fatores e corrobora o momento difícil enfrentado pela estatal desde 2014, quando tiveram início as investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato. O balanço de 2015 foi pressionado por perdas bilionárias na linha financeira, resultado da variação cambial e pela queda abrupta na cotação internacional do petróleo. Além disso, a Petrobras informou que o balanço anual foi impactado por ajustes nos ativos imobilizados, processo conhecido como impairment, no total de R$ 49,748 bilhões. A redução da demanda por combustíveis no mercado doméstico, acréscimo em despesas tributárias e maiores despesas com contingências judiciais também pesaram no ano.

A Petrobras informa que o ajuste de impairment tem origem no declínio dos preços do petróleo e no aumento das taxas de desconto, reflexo do aumento do risco Brasil pela perda do grau de investimento.

O resultado de 2014 também havia sido impactado por fatores considerados extraordinários. Além da despesa financeira oriunda do efeito da valorização do dólar ante o real e de um impacto provocado pelo início de uma tendência mais forte de queda do petróleo, o balanço daquele ano foi impactado por impairment no valor de R$ 44,345 bilhões. Apenas a identificação de irregularidades em contratos provocou uma baixa de R$ 6,194 bilhões naquele ano. A postergação e suspensão de outros projetos também trouxeram ajustes na linha de ativos imobilizados.

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