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Jornal Diário de Suzano - 25/09/2020

PIB acumula queda de 3,2% no ano, a maior desde 1996

02 DEZ 2015 - 07h00

O Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no País – teve queda de 3,2% nos três primeiros trimestres do ano, na comparação com o período de janeiro a setembro do ano passado. É a maior queda para o período desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 1996.

Os dados divulgados ontem indicam que, no ano, a maior queda foi registrada em investimentos (-12,7%), seguidos pela indústria (-5,6%) e serviços (-2,1%). O único setor avaliado que registrou crescimento no período foi a agropecuária, com 2,1%.

No quesito investimentos, houve queda de 0,3% no consumo das famílias caindo 3% e de 0,4% no consumo do governo. No setor externo, as importações de bens e serviços recuaram 12,4%, segundo o IBGE, reflexo da valorização do dólar em relação ao real. Já as exportações de bens e serviços cresceram 4%.

Para a gerente de Contas Trimestrais do IBGE, Cláudia Dionísio, uma conjunção de fatores vem afetando o desempenho da economia brasileira, que fechou o terceiro trimestre do ano com taxa negativa de 1,7% em comparação ao trimestre anterior.

“De uma forma geral, a gente tem uma deterioração do quadro de emprego e renda, a alta das taxas de juros - o que dificulta o acesso ao crédito e afeta diretamente o consumo e os investimentos -, taxas de câmbios mais desvalorizadas, inflação mais alta e operações de crédito em termos reais em queda, o que, de uma forma geral, contribuíram para este cenário”.

Com a retração de 1,7% do segundo para o terceiro trimestre do ano, o PIB alcançou R$ 1,481 trilhão.

A taxa de investimento no terceiro trimestre de 2015 foi de 18,1% do PIB, menor na comparação com a do mesmo período de 2014 (20,2%). A taxa de poupança foi de 15% no terceiro trimestre de 2015 (ante 17,2% em 2014).

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