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Jornal Diário de Suzano - 20/09/2020

Senado aprova Goldfajn como presidente do BC

08 JUN 2016 - 08h00

O plenário do Senado Federal aprovou ontem a indicação do economista Ilan Goldfajn para a presidência do Banco Central. A indicação foi feita pelo presidente em exercício Michel Temer (PMDB). Ilan ocupará o cargo de Alexandre Tombini. A indicação contou com o apoio de 56 senadores e apenas 13 votaram contrariamente, mais um vez reforçando a expressão da base de Temer no Senado.

Apesar da aprovação da indicação, Goldfajn não deve participar da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que se iniciou ontem e vai até hoje. Conforme apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o governo não deve correr com a posse de Ilan. A reunião do Copom define a taxa básica de juros da economia brasileira.

Apesar de o governo Temer possuir maioria no Senado, a discussão sobre a indicação de Ilan foi acirrada. Os senadores da oposição pediram a palavra diversas vezes para questionar a troca da presidência do Banco Central durante um governo interino e possível conflito de interesses, já que Goldfajn é sócio do Itaú Unibanco.

Em nome do PT, Lindbergh Farias (PT-RJ) recomendou voto contrário. O discurso mais ferrenho contra a indicação de Goldfajn, entretanto, veio de um peemedebista, o senador Roberto Requião (PMDB-PR). "Gostaria de saber como se vota a indicação de Ilan, se tenho que votar no sistema do Senado ou se será pelo site do Banco Itaú", ironizou Requião. Ele afirmou que o Senado estava aprovando a indicação de um "banqueiro para cuidar da economia do País".

"Esse é mais um erro brutal do meu colega Michel Temer, no início de um governo que, dessa forma, será muito curto", afirmou Requião. O senador disse ainda que é uma "irresponsabilidade" indicar um novo presidente para o BC em um governo interino, "sem a certeza de que o impeachment irá prosseguir".

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