A Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), do Movimento Sem Terra (MST), foi invadida pela Polícia, na Rua Coronel Ramalho, no bairro do Parateí, em Guararema. Cerca de 7 viaturas do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), em conjunto com a Polícia Militar, chegaram no local com um mandado de prisão a um indivíduo que não estava no local. Duas pessoas foram levadas para a delegacia de Guararema, por desacato. Em combate com as pessoas do local, 4 policiais ficaram feridos. A coordenadora da escola, Rosa Fernandes, disse que houve uma grande confusão no local. Os policiais atiraram em direção ao chão. No entanto, uma mulher foi atingida. Em nota, o MST diz que as balas utilizadas na operação não eram de borracha, e sim letais. Câmeras de segurança registraram o momento da invasão. Policiais fortemente armados, foram impedidos por funcionários de entrarem no local e, por isso, pularam a janela da recepção da escola. Segundo informações da Polícia, a ação tem relação com a Operação Castra, que também ocorre em outros estados. A operação é contra integrantes do MST, suspeitos de participarem de crimes como furto, dano qualificado, roubo e invasão de privacidade. Mais detalhes da operação em São Paulo, não foram divulgados. A Polícia Civil de Mogi das Cruzes, informou que foi solicitada a prestar ajuda à Polícia Civil do Estado do Paraná, para cumprir o mandado de prisão de suspeita de praticar os crimes investigados na operação, e que a pessoa estaria no local. NOTA O MST publicou uma nota, informando que a Polícia não possuía o mandado de busca e apreensão e que só recuaram diante da ação dos advogados da ENFF. Disse também, repudiar a ação da polícia e exigir que o governo e instituições competentes tomem as medidas cabíveis do processo. Em sua página em Rede Social, o MST publicou o vídeo do momento da invasão, e reforça que o movimento social não é uma organização criminosa.