Um grupo de três amigos é suspeito de aterrorizar os bairros do Jardim Colorado e Cacique. Dentre os crimes cometidos ao longo de anos, um deles é acusado de ter matado duas pessoas entre os anos de 2014 e 2015. Segundo o delegado Eduardo Boigues, as investigações dos casos foram concluídas e uma nova prisão preventiva sobre as mortes violentas foi decretada pela Justiça, mas exclusivamente para um dos suspeitos. Os três envolvidos já estão presos preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Suzano. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (7).
A ficha criminal dos amigos vai de associação ao tráfico de droga a homicídios. Passagens na Justiça que iniciaram em 2002 e seguem até hoje. Eles são suspeitos de uma série de crimes no município suzanense. Entre eles, um dos envolvidos é descrito como frio e calculista. Os inquéritos policiais sobre os roubos estão sob responsabilidade de outros distritos policiais (DPs).
Boigues, porém, explica a sequência dos crimes realizados por D.O.L., de 30 anos. Ele é suspeito de assassinar duas pessoas. O homem integrou o grupo suspeito dos roubos, até 2015, quando foi preso pelo mesmo em que foi condenado. A consequência das ações praticadas continua surgindo até hoje. No último delito realizado antes de ser detido, o suspeito atirou e matou um idoso em uma lanchonete situada na Rua Felício de Camargo, no Centro.
Segundo o delegado, as investigações concluíram que os dois sobreviventes do ataque que resultou na morte do idoso estavam mentindo. Isto porque as versões conflitavam ao que o proprietário do estabelecimento disse. Na época, um carro passou e atirou diversas vezes em direção ao estabelecimento.
“Na realidade houve uma briga em outro estabelecimento próximo. Um dos envolvidos se escondeu no banheiro da lanchonete e, quando saiu, o acusado de matar o idoso surgiu atirando. Esta pessoa que mentiu no depoimento foi atingida de raspão e usou o idoso como escudo, infelizmente”, explicou.
Segundo o delegado, quando chegou o laudo da balística, um novo desfecho surgiu. Foi a partir do teste que a polícia descobriu que D. é suspeito de assassinar um homem em dezembro de 2014, na Vila Urupês.
Segunda morte
A confirmação da balística mostrou que a primeira morte violenta cometida por D. ocorreu em 2014, na Rua Biotônico, na Vila Urupês. À época do crime, o corpo de um homem foi localizado com sinais de espancamento e perfurações a tiros.
De acordo com Boigues, o principal suspeito na morte era D. Na ocasião, a vítima chegou a relatar a parentes que estava sendo perseguido por pessoas em três carros, Volkswagen Passat, Parati e Gol. “Antes de morrer, a irmã dele (vítima) o viu caminhando feliz por ter pegado uma quantidade grande de latas para vender”.
Ainda segundo o delegado, o crime ocorreu no dia 31 de dezembro. A suspeita é que além do acusado pela morte, os amigos se vangloriam pela morte violenta. “No início da investigação, obtivemos a informação de que o grupo foi a um baile funk e vangloriou-se pelo crime. Eles ostentavam armas e estavam em cima de um veículo, que chegou a ser do mesmo modelo ao mencionado pela vítima dias antes”.
O carro citado foi encontrado incendiado dias depois atrás do Estádio Municipal Francisco Marques Figueira, o Suzanão. “Mesmo diante da suspeita, não conseguimos provas que ligassem os demais suspeitos ao crime”, frisou.
“Tiramos um grupo de amigos que cometeram diversos crimes, não apenas o homicídio. Dois deles, incluindo o Diego, tem passagens por dois homicídios. Era uma quadrilha votada para roubos e mortes violentas na região”, comentou o delegado.