Um suspeito de pertencer a uma quadrilha de assaltantes morreu num confronto a tiros com policiais civis, em Ferraz de Vasconcelos. O caso aconteceu nesta quarta-feira (8), na Rua Catharina Corazin, no Conjunto Residencial Itajuíbe. De acordo com a Polícia Civil, o homem morto integra um grupo que utiliza um site de compra e venda de itens diversos para praticar roubos. Em um dos casos cometidos pelo bando, uma vítima foi assaltada e espancada.
A investigação para identificar a quadrilha se iniciou, depois que compradores de um site denunciaram terem sido roubadas e agredidas por um grupo de jovens armados. Segundo a Polícia, a quadrilha usava perfil falso na internet para anunciar eletrodomésticos com preço inferior do encontrado em lojas convencionais.
Depois de identificar o modo de atuação do grupo, os investigadores do 1º Distrito Policial (DP) de Ferraz planejaram uma operação para detê-los. Um policial usou um carro descaracterizado da polícia e marcou encontro com um integrante da quadrilha. Para protegê-lo, os policiais mantiveram distância, mas o seguiram numa viatura da Polícia Civil.
Quando chegou ao local, o policial disfaçado foi abordado por seis assaltantes. Depois de descobrir a identidade do agente de segurança, os bandidos começaram a atirar. Houve o confronto, mas nenhum policial foi ferido. A quadrilha conseguiu fugir para lados opostos. No entanto, um suspeito acabou sendo baleado. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu. O local foi preservado e o resgate acionado.
Mesmo preservando o local e aguardando o resgate, os policiais continuaram sendo alvo de tiros. À reportagem, um policial disse que a maioria dos disparos foi realizada para o alto, ou em direção a eles. Outras viaturas da Polícia Civil deram apoio à ocorrência.
De acordo com a Polícia, o bando se vangloriava dos roubos praticados e as lesões cometidas contra às vítimas. A suspeita é de que a quadrilha seja composta de jovens, inclusive uma mulher que era a responsável por enganar os compradores.
As investigações deverão prosseguir. Isto para tentar identificar e prender os demais suspeitos foragidos. O Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) de Mogi das Cruzes também acompanha o caso.