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Polícia

Onze ladrões com toucas ninja invadem Gyotoku e roubam carro, caminhão e objetos

Quadrilha invadiu o terreno durante a noite de quarta-feira (27) com armas e rendido vigia

29 dezembro 2017 - 14h01 Por Marcus Pontes - de Suzano

Pelo menos, 11 bandidos invadiram e roubaram a antiga fábrica de cerâmica Gyotoku, localizada na Rua Baruel, na Vila Sol Nascente, em Suzano. Da ação, a quadrilha conseguiu fugir levando um carro e um caminhão, além de objetos de valor. A Polícia Civil busca câmeras de monitoramento que possam ter filmado a chegada dos criminosos, já que dentro do terreno não há dispositivos de filmagem. 

A invasão ao terreno ocorreu durante a noite de quarta-feira (27). Mas, o caso foi registrado no dia seguinte ao crime. No boletim, um representante da empresa diz que o vigia teria sido dominado pelos criminosos às 20h10. A quadrilha chegou fortemente armada. Logo, eles entraram no terreno e passaram a procurar por objetos de valor.

Portas e cadeados foram arrombados no complexo. O período no qual os bandidos permaneceram na fábrica não foi citado. Porém, a vítima disse todos o ameaçavam de morte. Além disso, o vigia disse que todos usavam toucas ninja. Assim, ele não pôde fornecer informações sobre as características dos integrantes da quadrilha, como fisionomia, tatuagem ou cicatriz. 

Na lista relacionada de itens roubados, o representante disse que foram levados dois carros: um Toyota Corolla e um Hyundai HR; três rádios portáteis; maquina fotográfica; anel de ouro; transformador de alta tensão; duas bombas hidráulicas; dois motores;  uma bateria 90 ampéres; e R$ 450.

A quadrilha ainda permanece foragida. Até o fechamento desta publicação, a polícia não havia divulgado informações sobre o andamento das investigações. O caso foi registrado na Delegacia Central. 

Histórico

A Cêramica Gyotoku decretou falência há anos. Ela era a mais tradicional fabricante de pisos de cerâmica, revestimentos e porcelanato de Suzano.E a que se destacou no ramo em todo o País, mas há décadas vinha sofrendo crise que culminou na falência da empresa.

Em setembro deste ano, a empresa foi a leilão, onde a Deloitte Brasil-Auditoria e Consultoria Empresarial, admistraria a massa falida da fábrica. Os imóveis, móveis e materiais produzidos pela cerâmica também foram para leilão no dia 23 de agosto. O valor inicial dos lotes variava entre R$ 4 e 47 milhões.

O DS publicou reportagens em que apontam que o objetivo do leilão era o de levantar fundos para pagar os credores e ex-funcionários da empresa. À época da divulgação sobre a venda, o destaque era o imóvel sede da empresa, avaliado aproximadamente em R$ 61 milhões e com lance inicial de aproximadamente R$ 36 milhões. 

Também estavam à venda vários bens móveis, incluindo máquinas, caminhões, veículos, porcelanatos e outros itens, tudo com lances a partir de 60% do valor de avaliação. Existia na época, a possibilidade de compra englobada do imóvel com todos os ativos móveis incluídos, também com 40% de desconto, cujo lance inicial é de aproximadamente R$ 47 milhões. Todos os lances podem ser realizados por meio do portal Superbid, plataforma online de leilões, presente em cinco países da América Latina.

 
 

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