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Em Ferraz

Família de menino molestado em escola espera laudo de imagens e conclusão do caso

Exame da Polícia Científica comprovou que garoto foi molestado sexualmente

06 janeiro 2018 - 16h33 Por Marcus Pontes - de Ferraz

Atualizado às 17h50

A Polícia Civil de Ferraz de Vasconcelos aguarda laudo do sistema de monitoramento para encerrar as investigações sobre o caso em que um menino, hoje com 8 anos, foi molestado sexualmente dentro de uma escola municipal da cidade. O crime ocorreu em outubro do ano passado. Desde então, a criança não retornou à escola e concluiu os estudos de 2017 em casa.

O resultado conclusivo das imagens não tem prazo para sair. É o que garante o delegado da delegacia central de Ferraz, João Bosco Antunes. Para ele, o laudo será o último passo para poder dar mais embasamento ao pedido de prisão preventiva do principal suspeito. 

Um exame feito pela Polícia Científica comprovou que a criança foi vítima de ato libidinoso. O documento apresenta quais foram às lesões causadas na região íntima do menino. Ao DS, a família da vítima disse ter esperança de que este seja o último detalhe para concluir a investigação do caso. E que o responsável possa ser preso.

Para a mãe do menino, o fim de ano não foi o mesmo desde o crime. Foram dias de agonia com o filho hospitalizado, inclusive tendo que passar por cirurgia em decorrência a uma infecção na região íntima. Disse também que todos os familiares se empenharam em encontrar provas que mostrassem que tudo ocorreu dentro da escola municipal.

 “Ele (filho) me falou sobre a violência sexual no dia 3 de outubro. No dia seguinte, eu fui à escola confrontá-los. Ouvi que não deveria falar sobre o caso. Tentaram abafar a história, porque daria problema”, disse.

O caso ganhou repercussão na mídia. Isto fez com que a família do menino, ainda, buscasse provas de que corroborassem a informação de que tudo ocorreu dentro da instituição de ensino. A câmera de monitoramento de uma residência mostrou a criança mancando, depois do horário de saída da escola.

“Falaram que ele foi molestado em outro lugar. E, depois, que foi o padrasto, mas ele não tem padrasto, porque nunca me separei do meu marido. Na realidade, uma câmera mostra meu filho chegando bem e voltando mancado”, falou

O dia-a-dia da família do garoto mudou desde a descoberta do crime. Um mês depois do ocorrido, a direção da escola realizou uma reunião de pais extraordinária. Mas, a mãe da vítima não foi avisada. Mesmo assim, os familiares foram ao local para dar esclarecimentos sobre o abuso sexual no qual a criança sofreu.

“Resolvemos ir mesmo sem avisar-nos. Expomos o que ocorreu. Fomos de manhã e durante a tarde, que é o horário no qual meu primo (vítima) estudava”, falou o comerciante R.M.V. Foi o primo do menino quem fez um vídeo em frente à instituição de ensino alertando outros pais sobre o crime.

Em entrevista ao DS, a mãe do menino disse estar confiante na conclusão do inquérito sobre o crime. Para ela, o culpado sendo preso vai proporcionar que a família volte a ter tranquilidade. “Coleguinhas dele deram depoimento. Falaram a mesma história que ele contou. Outras pessoas também. Enfim, a gente quer que a justiça seja feita, que meu filho possa voltar a estudar sem o medo”.

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