Uma discussão supostamente envolvendo drogas pode ter sido estopim para a morte brutal de Marcelo Rodrigues de Souza, de 34 anos, em Poá. Ele foi golpeado por um pedaço de caibro – tipo de madeira usada para andaimes-, em média, cinco vezes na cabeça. O corpo dele foi encontrado dentro de uma residência, localizada na Rua Japão, no Jardim Obelisco.
De acordo com a Polícia Civil, o caso teve início durante a madrugada de segunda. Mas, se estendeu até o início da manhã desta terça-feira (9). Isto por causa de dois fatores: a procura pelo suspeito do crime e o momento em que o autor confessou a morte violenta.
A informação sobre a localização de um corpo foi passada à Polícia Militar (PM) durante à tarde desta segunda. Os PMs encontraram a vítima com sinais de agressão, com afundamento de crânio, entre outros ferimentos, principalmente na cabeça.
Até então, os policiais somente sabiam que a vítima tinha cerca de 30 a 35 anos. Não foi possível identificá-la, já que não havia nenhum documento pessoal. A história sobre o crime começou a ser descoberta, depois que uma testemunha foi encontrada em frente à residência na qual o corpo foi localizado.
Segundo ela, o tio morava num dos cômodos da casa. E que poderia ser o principal suspeito do crime. Falou também que o suposto autor do crime estava desesperado e falava em fugir, depois de ter matado uma pessoa.
Foi a partir destas informações que a PM fez buscas na região. Apenas encontrando o suspeito durante a noite, próximo ao local do crime. A princípio, o homem negou ter cometido o crime. Disse somente que localizou o corpo dentro da casa.
Os PMs o levaram à delegacia. Na unidade policial, o suspeito teria dado outra versão sobre o crime. Disse que a vítima teria sido morta por causa de desafetos, e que era um bandido conhecido no bairro. Mas, o escrivão, Sylmar Augusto Campos, que o interrogava, encontrou divergências em cada informação que o suspeito dava.
Depois de algumas horas, o suspeito acabou confessando ter matado a vítima, com, pelo menos, cinco golpes de madeira na cabeça. Segundo a Polícia Civil, o autor do crime admitiu legítima defesa.