Atualizado às 13h17
Um homem foi preso por maus-tratos a animais neste fim de semana, em Suzano. Ele é acusado de atrair uma gata domesticada e a espancar usando um cabo de alumínio. O animal teve ferimentos, mas passou por avaliação e não deve ter sequelas. Para o protetor dos Direitos Animais, Lisandro Frederico, as pessoas que verem tais atos devem acionar a Polícia Militar (PM) o quanto antes.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi preso no sábado (24), na Avenida Taiaçupeba, na Vila Amorim. No registro do caso, os donos da gata contaram ter a encontrado ferida, principalmente na região da cabeça. Por causa da violência, o animal mal conseguia se locomover. "Vi que ela (gata) saiu e nao retornou. Fui verificar e me deparei com esse homem com uma barra na mão. Ele (suspeito) me viu e saiu correndo. Logo que vi a gata machucada, fui atrás desse infrator. Liguei para a PM e, em seguida, a levei ao veterinário", explicou o dono do animal, que pediu para não se identificar.
"A gata passou por avaliação de um veterinário particular, foi submetida a exames, e voltou para casa em observação", disse Lisandro numa rede social, que acompanhou o desfecho da ocorrência.
Ainda segundo a polícia, o suspeito foi preso em flagrante. Quanto ao crime, o homem somente confirmou o ato, mas não soube justificar o que teria motivado-o, inclusive por ter atraido o animal de dentro de uma residência.
"Além de penas previstas em lei, o infrator ficará proibido de ter posse de qualquer animal por período de 5 anos. Em Suzano, por exemplo, a gente tem leis sobre o tema. Uma delas é um projeto no qual é de minha autoria. Ambos projetos prevêem multa ao infrator", falou Lisandro.
Leis
Para a presidente da Comissão de Proteção e Defesa Animal, da Ordem dos Advogados (OAB) de Suzano, Ariana Nari Gil, as leis existentes garantem a punição do infrator, mas, segundo ela, o problema está na efetividade na aplicação. "Precisamos de leis mais rigorosas. Ao meu ver, a mudança em detenção para reclusão seria uma dessas alternativas para que infratores pagassem pelo ato. Em São Paulo, por exemplo, a Justiça concedeu este ano a maior pena do mundo contra um mulher dada como 'serial killer' de animais. Para a causa, isto da esperança", explicou.