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Operação Ethos

Nova fase da Operação Ethos contra o crime organizado prende uma pessoa em Itaquá

Segundo a investigação, o indivíduo detido integra o "alto escalão" de uma facção criminosa

10 maio 2018 - 12h12 Por Marcus Pontes - de Itaquá

Atualizado às 13h14

A Polícia Civil desencadeou nesta quinta-feira (10) a 4ª fase da Operação Ethos. Nesta nova etapa, uma pessoa foi presa em Itaquaquecetuba. A ação é contra “pombos-correio” -- indivíduos que levam mensagens e recados de detentos para criminosos nas ruas -- de uma facção criminosa que age dentro e fora dos presídios do País. Também foram cumpridos mandados na Capital, Itapecerica da Serra, Taubaté e Sumaré.

Em Itaquá, a polícia prendeu um membro da facção criminosa no Parque Marengo. Segundo a investigação, o homem é integrante do "alto escalão" do crime organizado. Ele foi preso em casa por policiais civis, por volta das 8h30. "Ele tinha como função principal articulação e logística da transmissão de correspondências entre membros da facção", explicou o delegado titular do 1º Distrito Policial (DP) do Jardim Caiuby, Eliardo Amoroso

Desde o início da operação, 53 pessoas foram presas. Entre elas, o ex-vice-presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Luiz Carlos dos Santos, além de advogados da facção.

Segundo a polícia, a nova etapa da Operação Ethos foi desenvolvida após análise de material recolhido na fase anterior, em agosto do ano passado, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão. “Os alvos eram responsáveis por pegar as mensagens da cúpula dessa facção criminosa na penitenciária e disseminá-la para integrantes soltos, em especial advogados”, reiterou o comunicado.

Ethos

A ação policial foi iniciada em maio de 2015, com objetivo de investigar crimes de organizações criminosas, lavagem de dinheiro, associação para fins de lavagem, exploração de prestígio e corrupção ativa. A investigação foi fundamentada em cartas interceptadas por agentes da Penitenciária Maurício Henrique Guimarães Pereira, de Presidente Venceslau.

À época, os envolvidos integravam uma célula denominada “sintonia dos gravatas” – o termo é dado para determinados grupos da facção que são responsáveis por executar ordens feitas por líderes do crime organizado.

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