A Justiça decretou no início da noite desta quarta-feira (9) a prisão temporária de três homens envolvidos no assassinato brutal de uma família de bolivianos, no Jardim Paineira, em Itaquaquecetuba. Dois suspeitos foram detidos ainda na terça-feira. O concunhado e principal suspeito de matar e esquartejar as vítimas permanece foragido.
O pedido se baseou na contradição dos suspeitos durante depoimento. Eles foram ouvidos separadamente. Anteriormente, a polícia tratava-os como testemunhas do caso. A Polícia Civil não revelou detalhes, mas adiantou que as informações controversas foram significantes.
De acordo com o delegado Eliardo Jordão, responsável pela investigação, os bolivianos negam terem participado do crime. Segundo ele, os homens afirmam que somente ajudaram na mudança de maquínas de costuras e outros equipamentos. “Ficamos horas ouvindo eles e houve algumas contradições. Por isso, foi motivado o pedido contra os dois”, explicou.
O delegado reforçou ainda que a investigação tenta descobrir o paradeiro do principal suspeito, que permanece foragido. A Interpol (Polícia Internacional) está monitorando a saída para o País vizinho, com a intenção de capturar o foragido. O Consulado da Bolívia acompanha o caso.
"O real motivo do crime ainda não sabemos. Chegam informações desencontradas. Continuaremos investigando, pois queremos dar uma resposta à família", finalizou Jordão, quando questionado sobre a possível motivação para a chacina.
Entenda o caso
Uma família de bolivianos foi encontrada morta e esquartejada, nessa terça-feira à noite, em um imóvel, em Itaquaquecetuba. Os corpos de Irma Morante Sanizo, de 38 anos, Jesus Reynaldo Condori, de 39 anos, e Gian Abner Morante Condori, de 8 anos, foram encontrados em uma mala e em sacos de lixo.