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Polícia

Médico suspeito de abuso sexual contra paciente em Suzano tem prisão convertida para preventiva

Rubens Sousa de Oliveira, de 63 anos, passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (15)

15 outubro 2026 - 15h43 Por Reportagem Local

O médico Rubens Sousa de Oliveira, de 63 anos, suspeito de cometer abuso sexual contra uma paciente durante atendimento no Hospital e Maternidade de Suzano, que é administrado pelo Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (15), segundo informações do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP).

O profissional foi preso em flagrante na tarde de quarta-feira (14), após a denúncia de abuso sexual na unidade hospitalar, antiga Santa Casa de Suzano. Ele era vinculado a uma empresa terceirizada prestadora de serviços ao hospital.

Segundo o relato da paciente, ela procurou atendimento no hospital na quarta-feira anterior (7), devido a fortes dores, e recebeu o diagnóstico de pedra nos rins. Como também havia suspeita de apendicite, passou por exames e foi atendida pelo cirurgião.

A mulher afirmou que, durante a primeira consulta, o médico tocou duas ou três vezes a região próxima ao seio enquanto examinava sua barriga. Na ocasião, ela acreditou que os contatos fossem acidentais.

No retorno, nesta quarta-feira (14), uma enfermeira acompanhou o início do atendimento, mas deixou a sala.

Conforme a paciente, o médico examinou sua barriga e a região pélvica e, em seguida, pediu que ela se deitasse de bruços. Segundo o relato, ele fechou a porta, abaixou a calça dela e tocou sua região íntima com movimentos circulares, pedindo que movimentasse o corpo da mesma forma.

A paciente relatou desconforto e dor na região íntima. Ainda segundo ela, o médico interrompeu os movimentos quando a enfermeira retornou à sala e encerrou o atendimento.

Ao sair, a mulher relatou o ocorrido à enfermeira e questionou se aquele procedimento era normal em um atendimento para pedra nos rins. De acordo com a paciente, as profissionais informaram que a conduta não era habitual para esse tipo de exame e acionaram a assistência social, além de tentarem contato com a coordenação da unidade.

Após a denúncia, a Patrulha Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal (GCM), foi acionada e conduziu o médico à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde a prisão em flagrante foi ratificada pela autoridade policial.

Em nota, a Prefeitura de Suzano informou que a paciente recebeu acolhimento e assistência da equipe hospitalar, com acompanhamento dos serviços social e psicológico. Ela também contou com apoio durante o encaminhamento à delegacia para os procedimentos necessários.

Segundo a administração municipal, a GCM foi acionada pelos próprios profissionais do hospital. Após a ocorrência, a Controladoria Geral do Município exigiu o desligamento imediato do médico, que atuava na unidade havia aproximadamente seis meses e havia realizado menos de 25 plantões no período.

A Prefeitura afirmou ainda que, até o momento da ocorrência, não havia registros anteriores de denúncias contra o profissional. A nota também destacou que o município mantém procedimentos de fiscalização dos serviços prestados, incluindo a exigência de documentação e a verificação do histórico profissional dos médicos que atuam na unidade, conforme os critérios administrativos e contratuais aplicáveis.

A administração municipal informou que acompanha as providências administrativas junto à entidade gestora do hospital e à empresa responsável pelos serviços terceirizados. Também declarou que continuará colaborando com as autoridades policiais para a apuração dos fatos, com a preservação da identidade, da privacidade e dos direitos da paciente.

A Prefeitura reforçou o compromisso com o enfrentamento à violência contra a mulher e destacou que a Patrulha Maria da Penha registra feminicídio zero entre as mulheres acompanhadas pelo programa.

O DS não localizou a defesa do médico para ouvir a versão do profissional.