Envie seu vídeo(11) 97569-1373
terça 02 de junho de 2020

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 28 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 01/06/2020

Operação fiscaliza área desmatada equivalente a quase 25 campos de futebol em Suzano

Agentes da GCM detiveram indivíduo identificado como sendo o responsável pelo crime

Por Marcus Pontes - de Suzano19 MAI 2020 - 12h14
Operação vistoriou área desmatada na Quinta DivisãoFoto: GCM/Divulgação

Em meados de 2015, um pequeno pedaço da Mata Atlântica, próximo a Estrada do Servidão, região do bairro Quinta Divisão, Distrito de Palmeiras, em Suzano, começou a ser desmatada ilegalmente. De lá para cá, a situação só piorou. Estimativas apontam que os estragos causados à natureza equivalem a 176 mil metros quadrados (m²), ou o equivalente a quase 25 campos de futebol. O local foi alvo de uma operação, na segunda-feira, 18, em conjunto da Guarda Civil Municipal, Delegacia de Meio Ambiente e Polícia Científica.

Imagens de satélite mostram como a área era em 2014, e, depois, a devastação causada anos seguintes. Ao mesmo tempo em que a área foi sendo destruída, as forças de segurança de Suzano, especialmente a GCM, realizaram operações no local, com intuito de prender os responsáveis pelos crimes ambientais. Desde então, ninguém havia sido identificado.

Na área desmatada, foram encontrados 23 imóveis irregulares, sendo 15 construídos e oito em fase inicial. O número podia ser ainda maior, já que essa não é a primeira vez em que construções ilegais são levantadas no local. Em anos anteriores, a Prefeitura de Suzano chegou a derrubar casas irregulares, especialmente por estarem numa Área de Preservação Permanente. 

A operação desta segunda-feira foi diferente. Em ocasiões anteriores, ninguém havia sido identificado ou investigado pelos crimes ambientais. Desta vez, porém, famílias que residem no local apontaram um homem, de 59 anos, como sendo o responsável pela área e o desmatamento. 

Segundo a investigação, a princípio, o homem confirmou ter ciência dos crimes praticados em um depoimento inicial. Depois, porém, alterou a versão e disse ter adquirido um lote no local em 2014. À época, segundo o investigado, foi realizado um pagamento de R$ 200 mil. Agentes da GCM e policiais estiveram na residência do indivíduo. Lá, foram encontradas duas aves silvestres presas em gaiolas, além de uma armadilha tipo alçapão, para capturar pássaros.

O trabalho realizada na segunda-feira serviu, além de identificar um indivíduo, para peritos da Polícia Científica analisaram o local e apontarem os crimes e danos causados à natureza. Foi, ainda, um passo a mais no andamento do inquérito, o qual apura os crimes ambientais praticados. A investigação segue em andamento. 

O DS tentou encontrar a defesa do indivíduo investigado, mas não obteve êxito.

Leia Também

Últimas Notícias

Ver Últimas Notícias