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Jornal Diário de Suzano - 29/09/2020
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Polícia conclui inquérito sobre morte de jovem

21 JAN 2016 - 07h01

O ciúme e a possessão no relacionamento fizeram com que a adolescente Letícia Silvestre de Souza Araújo Rodrigues, de 17 anos, tivesse a vida interrompida no dia 4 de janeiro de 2013, depois de ter sido agredida com golpes de faca. Ela foi morta e encontrada na Estrada Sargento Acácio Gonçalves dos Reis, no bairro Parque Residencial Souza Campos, em Itaquaquecetuba. Ontem, o delegado da Delegacia de Homicídios, Eduardo Boigues, convocou à imprensa e apresentou a conclusão do inquérito. Segundo as investigações, o autor apontado para o crime era o namorado da vítima, Ivanildo Benício de Souza, na época com 41 anos, que não aceitava que ela tentasse terminar com ele ou o traísse .

Baseado nas provas levantadas pelo setor de homicídios de Itaquá, foi decretada a prisão preventiva do suspeito, que se encontra no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Suzano desde a última semana. Segundo o delegado Boigues, os fatores determinantes para o fechamento do inquérito foram os relatos de testemunhas e a quebra do sigilo telefônico do aparelho celular do suspeito.

Uma das testemunhas do caso relatou que presenciou o indivíduo indo de motocicleta buscar a vítima em uma esquina próxima à residência da adolescente. Segundo o depoimento, eles brigaram e o suspeito desferiu pontapés na perna da vítima (ela foi encontrada morta com hematomas nas pernas). Depois de muita discussão, a menina subiu na moto. A testemunha alega ainda que viu o homem colocar "algo" na cintura. Essa foi a última vez que a adolescente foi vista com vida.

O homem foi visto nesta mesma esquina horas depois da briga, porém estava sozinho. A linha da investigação aponta que a ação era uma estratégia do suspeito na tentativa de criar um álibi. Dois dias depois, ele ainda teria ido procurar a adolescente na casa dos pais dela.

"Acredito que ele tenha feito tudo premeditadamente. Segundo a família, ele era muito ciumento e a proibia até de conversar com as amigas. As provas também levam para essa linha", disse o delegado.

O local onde a menina foi encontrada também ajudou na investigação. Pois, uma segunda pessoa testemunhou, que a vítima contara a ela que, quando o casal discutia, o homem sempre a levava para um lugar no meio do mato e deserto. Depois disso, a polícia mostrou uma imagem do local onde a vítima foi encontrada e a testemunha reconheceu como sendo o mesmo.

Outro ponto importante foi a quebra do sigilo telefônico. Com isso, a polícia identificou onde o suspeito estava quando realizou uma ligação próxima ao horário em que o crime ocorreu. Mesmo ele se desfazendo dos aparelhos celulares (tanto o dele quanto o da vítima) a localização pôde ser obtida através da Estação Rádio Base (ERB) ou "cell site", e a constatação é que a ligação havia sido feita em um local próximo de onde a vítima foi achada morta.

Com todas as provas apresentadas, o juiz decretou a prisão preventiva do suspeito pelo crime de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe.

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