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Jornal Diário de Suzano - 15/12/2018
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Subcomandante da GCM de Itaquá é acusado de racismo

Reportagem teve acesso ao áudio em que vítima é xingada com palavras de baixo calão

Por Marcus Pontes - de Itaquá08 DEZ 2018 - 15h18
Subcomandante da GCM de Itaquá é acusado de racismoFoto: Divulgação

Um subcomandante da Guarda Civil Municipal (GCM) de Itaquaquecetuba é acusado de racismo. O alvo dos xingamentos seria outro agente municipal da corporação. O DS teve acesso ao áudio sobre o episódio de discriminação racial. Outras gravações atribuídas ao mesmo apontam casos de assédio e difamação contra servidores públicos.

Na gravação obtida pela reportagem, o subcomandante diz ter identificado o GCM em uma matéria veiculada na televisão, a partir da silhueta. Reforça ainda a possibilidade do entrevistado anônimo ser o agente municipal por estar com barba. Nos segundos finais, o subcomandate diz "é aquela cabeça nojenta de preto. Distorceram a voz para não dar guela (sic), mas dá para perceber nitidamente, pelo o que eu o conheço".   

Ao DS, o GCM ofendido revelou que o áudio seria antigo, quando houve denúncia sobre esquema de horas extras, o qual terminou com o afastamento de um secretário e um comandante, na época. "Para se ter ideia, a gravação foi feita no passado. E, agora, foi divulgado. Na época da denúncia das horas extras, foi outro agente municipal que concedeu entrevista. Inclusive, na sexta-feira, esse GCM disse que ia até a delegacia para falar sobre o fato",comentou Mauricio Luis dos Santos, que está trabalhando na corporação há 8 anos. 

Ele comentou ainda que registrará um Boletim de Ocorrência (B.O.) sobre o ataque racista, nesta segunda-feira, na Delegacia Central. "Ele falou toda essa maldade sobre os negros. Fui ofendido por algo que não tenho haver", frisa.

Outros áudios

A reportagem teve acesso a mais dois áudios atribúidos ao subcomandante. No primeiro, o responsável pela parte administrativa da corporação xinga dois agentes municipais, que seriam do período noturno. Em outro, ele ofende uma servidora municipal de um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). 

Em nota, a Prefeitura de Itaquá respondeu que, até o momento, nenhuma denúncia foi formalizada na Ouvidoria ou Secretaria de Segurança. Por isto, não teria conhecimento sobre o ocorrido. O texto frisa ainda que "caso haja (registro), irá tomar todas as medidas cabíveis". 

Essa não é a primeira vez que o subcomandante é envolvido em um escândalo na cidade. Uma investigação foi aberta para apurar envolvimento dele com o transporte clandestino, principalmente acobertando ações para coibir a prática na cidade. Além disso, o subcomandante é acusado de usar a viatura da corporação para fins pessoais, como buscá-lo em casa e usar para compras.

 

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