A Secretaria de Desenvolvimento Habitacional, Relações Comunitárias e Favelas de Ferraz de Vasconcelos deve atender cerca de 51 mil pessoas.
A Prefeitura de Ferraz pretende mapear as favelas, rastrear as necessidades e elaborar políticas públicas adequadas para esses locais específicos.
Em entrevista ao Diário de Suzano, o secretário da Pasta, Carlos Alexandre Domingos da Silva, com o coordenador-executivo Francisco Willians Pires Ledo Junior, informou que Ferraz conta com 80 pontos de ocupação, cerca de 51 mil pessoas.
Para atender esses cidadãos, a secretaria foi implementada para criar e executar políticas públicas que envolvam a população em situação de vulnerabilidade social, regularização fundiária e adoção de estratégias de criação de emprego e renda.
A primeira Pasta voltada para favelas no Brasil, foi pensada pela prefeita de Ferraz, Priscila Gambale (PSDB), em uma conversa com Eduardo Lyra, CEO da Gerando Falcões, com o objetivo de focar atenção nas comunidades e mobilizar recursos.
A estruturação da Pasta é separada em três departamentos. O de habitação, com caráter técnico, voltado para definição de políticas de regularização das áreas. O segundo departamento é o de relações comunitárias, focado no desenvolvimento das pessoas. E o terceiro, voltado para projetos de inovação e tecnologia.
Para o coordenador-executivo, a necessidade de separar a secretaria por departamentos, é devido a quantidade de setores envolvidos nas políticas públicas em um cenário tão amplo como o de habitação.
“Cada favela tem uma particularidade; o grande erro às vezes é a gente tentar implementar a política de uma favela em outra, mesmo que seja um território muito próximo. Cada favela vai te pedir alguma coisa, algumas vão te pedir mais educação, outras mais saúde e outras emprego”.
O secretário também comentou sobre a importância desta iniciativa na região. “O morador da favela, por muitas vezes excluído, não sente pertencente ao poder público, acha que não pode chegar em uma prefeitura”, diz. E acrescenta, “a secretaria é para articular essas políticas”.