quinta-feira 01 de outubro de 2026 Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler Jornal Assine
Jornal Diário de Suzano
Envie seu vídeo (11) 4745-6900
Região

Sindicatos do Alto Tietê analisam o 1º de Maio, Dia do Trabalhador

Segundo os líderes da categoria, é um momento de se reunir e lutar por melhores condições de trabalho. Informações foram divulgados na semana passada

01 maio 2023 - 05h00 Por Guynever Maropo - da Região

Sindicatos das cidades da região veem o Dia do Trabalhador , 1º de Maio, como uma data reflexiva para aqueles que perderam os direitos na reforma trabalhista. 

As categorias do Alto Tietê marcam presença no Ato Unificado do 1º de Maio, nesta segunda, no Anhangabaú. Segundo os líderes da categoria, é um momento de se reunir e lutar por melhores condições de trabalho. 

A Central dos Trabalhadores (CUT) e as centrais sindicais Força Sindical, UGT, CTB, NCST, CSB Intersindical organizam pelo quinto ano consecutivo as comemorações do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora. O palco principal será no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo, a partir das 10h, com a presença do presidente Lula (PT), autoridades e atrações musicais.

Neste ano o tema do 1º de Maio é "Emprego, Direitos, Renda e Democracia". Na defesa desse lema, as centrais sindicais mobilizaram as suas bases com materiais que destacaram 15 pautas prioritárias. São elas: valorização do salário mínimo; fim dos juros extorsivos; fortalecimento da Negociação Coletiva; mais empregos e renda; direitos para todos; convenção 156 OIT; trabalho igual, salário igual; aposentadoria digna; valorização do servidor e da servidora público; regulamentação do trabalho por aplicativos; em defesa das empresas públicas; Revogação dos marcos regressivos da legislação trabalhista; revogação do “novo” ensino médio e desenvolvimento sustentável com geração de empregos de qualidade.

Sindicatos 

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Suzano, Claudio Aparecido dos Santos, mais conhecido como Ted, diz que conseguiram alinhar a campanha salarial de 2023 mas ainda não há motivos para comemorar. "Estamos em negociação com alguns itens da pauta que dependem da lei. A luta é continua”, diz.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Suzano, Pedro Benites, conta que a data é motivo de reflexão para os trabalhadores. “Não há nada para comemorar. Há motivos para lutar com força para revogar os marcos regressivos da legislação trabalhista”, afirma.

Ao contrário dos outros sindicatos, o Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Região (Sincomércio) acredita que há motivos para comemorar a data. O presidente do Sincomércio, Valterli Martinez explica que após a reforma trabalhista criada pela lei nº 13.467, os empregadores possuem mais liberdade para negociar as condições de trabalho com o empregado. “As empresas têm mais segurança para aplicar as normas coletivas firmadas em CCT-Convenções Coletivas do Trabalho, tendo em vista que agora elas se sobrepõem às regras da CLT, onde prioriza o negociado sobre o legislado. O Sincomércio entende que a reforma trabalhista proporcionou a melhora na segurança jurídica para o contrato de trabalho, sem tirar direitos dos comerciários, mas sim, equilíbrio nas negociações referente ao contrato de trabalho”, disse. 

A opinião é a mesma compartilhada pelo Presidente Cláudio José de Carvalho do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas e de Material Plástico de Suzano. Acredita que há motivos para comemorar a data porque mesmo devido ao período que o trabalhador mais perdeu ainda conseguiram manter os direitos básicos. 

“Garantimos férias, 13º salário mínimo, hora extra, auxílio maternidade e creche. Tudo isso é um ganho para se comemorar visto a situação que o país se encontra e que felizmente está mudando”, afirma. 

Festa no Vale do Anhangabaú

O público que comparecer ao Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo, para participar da comemoração do 1º de Maio (segunda-feira), terá segurança no local, água potável e infraestrutura adequada para atender as necessidades de um grande evento. 

O 1º de Maio Unificado das Centrais Sindicais terá dois momentos distintos: o ato político com as falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de lideranças sindicais, convidados e convidadas que representam o movimento popular e a sociedade civil organizada, parlamentares, ministros e autoridades do governo federal e lideranças partidárias.

Depois se apresentarão os cantores e cantoras Zé Geraldo, Toninho Geraes e Almirzinho, Dexter, Edi Rock, MC Sofia, Ilú Obá de Min, Arnaldo Tifu, DJ Cranmarry, Samantha Schmütz & Gêmeos da série Sintonia.
O ato será transmitido nas redes sociais e canais do Youtube das Centrais Sindicais e seus entes.

Público e Serviços

Por exigências dos órgãos de segurança pública, o acesso do público à área do evento será único (lateral da av. São João, em frente à Praça Pedro Lessa (Praça do Correio), terá pórticos com detectores de metais e revista em bolsas e mochilas. Toda área será cercada por tapumes, conforme exigência da administradora do Vale do Anhangabaú.

A entrada de ambulantes no espaço reservado ao público está proibida, bem como a entrada de objetos cortantes, perfurantes, rígidos, fogos de artifício, latas, garrafas (inclusive plásticas). As bebidas vendidas nos quiosques da concessionária da área do evento serão servidas diretamente em copos (assim como é feito em estádios de futebol).

Haverá dois pontos das centrais para distribuição de água potável. O evento terá 400 seguranças privados, além do contingente policial destacado pelos órgãos públicos de segurança, 300 banheiros químicos e dois postos médicos (um próximo à lateral do palco e outro na confluência da São João com o Anhangabaú, em frente à Agência dos Correios.

Para quem vai de Metrô o melhor é descer na estação São Bento - Linha 1/Azul e utilizar a saída para o Vale do Anhangabaú.
 

Leia Também