quarta-feira 30 de setembro de 2026 Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler Jornal Assine
Jornal Diário de Suzano
Envie seu vídeo (11) 4745-6900
Região

Mais de 600 mil pessoas seguem os prefeitos nas redes sociais

Delegado Eduardo Boigues lidera; Inho Taino tem o menor número

07 maio 2023 - 21h00 Por Gabriel Vicco - de Suzano
Os prefeitos das dez cidades do Alto Tietê somam, pelo menos, 623,2 mil seguidores em suas redes sociais, segundo levantamento feito pelo DS. O cálculo abrange Facebook e Instagram dos dez prefeitos da região. Com os 554,2 mil das prefeituras são perto de 1,2 milhão de seguidores. 
 
O administrador que tem o maior número de curtidas é Delegado Eduardo Boigues, de Itaquaquecetuba, que conta com 286,3 mil seguidores. Inho Taino, de Biritiba Mirim, coleciona 5,9 mil e é o prefeito com menos curtidas.
 
Rodrigo Ashiuchi, de Suzano, tem 118,7 mil e é o segundo mais seguido, à frente de Caio Cunha, de Mogi das Cruzes, que tem 97,8 mil. Priscila Gambale, de Ferraz de Vasconcelos, chega a 55,4 mil.
 
Carlos Chinchilla, prefeito de Santa Isabel, conta com 16,9 mil seguidores, seguido de Marcia Bin, de Poá, com 14,5 mil, e Zé, de Guararema, com 13 mil. Para completar, Dr. Luis Camargo, de Arujá, aparece com 7,8 mil, e Vanderlon, de Salesópolis, com 6,9 mil.
 
O sociólogo e professor Afonso Pola afirmou que as redes sociais são importantes na vida das pessoas, mas ponderou os problemas dessa utilização. “Nas redes sociais, a comunicação não permite o contraditório de maneira imediata. A melhor forma de comunicação dos gestores com o público é via imprensa, porque os entrevistadores fazem o contraditório de imediato”.
 
Na visão de Pola, o contraditório faz com que a visão não seja monolítica, já que existe um questionamento e uma contraposição de ideias. “O gestor ouve perguntas, tem que se posicionar. É uma comunicação muito mais transparente, isso é vital para a democracia”, explica.
 
Já o cientista político Fernando Ivo Antunes explicou que é importante para o político ter contato direto com seus eleitores a todo momento, sem precisar de intermediações.
 
“Não existe nada mais especial ao político do que ele decidir o que dizer aos eleitores. Isso é algo fantástico e apenas políticos atuantes nos últimos 20 anos têm essa ferramenta à disposição. Políticos com mandatos antes dos anos 2000 não tinham esse contato direto com o eleitor a todo o instante”.
 
Porém, ele também expôs os perigos desse meio. “Existe o perigo jurídico porque há diversas regras na utilização das redes sociais como meio de comunicação política. Políticos que não têm a devida assessoria podem cometer crimes”. Além do meio jurídico, o prefeito pode cometer erros comunicacionais e não causar o impacto esperado na população.
 
Prefeituras têm mais de 554 mil seguidores no Facebook e Instagram com informações públicas sobre ações e projetos
 
As prefeituras das dez cidades do Alto Tietê têm, pelo menos, 554,2 mil seguidores em suas redes sociais, segundo levantamento feito pelo DS. O cálculo abrange Facebook e Instagram oficiais dos dez municípios da região.

O maior número de curtidas entre as cidades é a da Prefeitura de Mogi das Cruzes, que conta com 178,5 mil seguidores. O menor dado é de Salesópolis, que acumula 5,7 mil curtidas.

Suzano conta com 98,9 mil e é a segunda mais seguida. A Prefeitura de Itaquaquecetuba aparece na 3ª posição com 54,8 mil. Logo atrás, Guararema acumula 51,4 mil.

Na sequência vêm Ferraz de Vasconcelos e Poá, com 44,9 mil e 44,3 mil, respectivamente. Arujá tem 32,1 mil e Santa Isabel conta com 27,7 mil. A segunda cidade menos seguida é Biritiba Mirim, com 15,9 mil seguidores.

O sociólogo e professor Afonso Pola afirmou que as redes sociais são importantes na vida das pessoas, mas ponderou os problemas dessa utilização. “As redes sociais oficiais das prefeituras têm uma visão muito monolítica. Por isso o papel da imprensa é fundamental. Os veículos de imprensa que vão fazer perguntas, apresentar contraditórios, mostrar outras informações”.

Na visão de Pola, o contraditório faz com que a visão não seja monolítica, já que existe um questionamento e uma contraposição de ideias. Ele deu um exemplo. “Se for pegar as lives do presidente Jair Bolsonaro durante os quatro anos de mandato, o Brasil era algo maravilhoso, completamente diferente do que de fato era. Um processo de comunicação que não se expõe ao contraditório é maléfico para a população”, explica.
Já o cientista político Fernando Ivo Antunes explicou que é importante para o político ter contato direto com seus eleitores a todo momento, sem precisar de intermediações.

Ele afirmou que a linha editorial institucional está atrelada ao desejo do prefeito. Com isso, Ivo também expôs alguns dos perigos desse meio. 

“Existe o perigo jurídico porque há diversas regras na utilização das redes sociais como meio de comunicação política. Políticos que não têm a devida assessoria podem cometer crimes”. Além do meio jurídico, pode ser cometido erros comunicacionais, não causando o impacto desejado no público.

Leia Também