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Região

Golpistas usam Inteligência Artificial para imitar vozes de vítimas, alerta delegado

Eliardo Jordão disse que criminosos estão imitando a voz das pessoas com aplicativo; entenda como se proteger

25 maio 2023 - 05h00 Por Daniel Marques - da Região
Um novo golpe na praça está chamando a atenção das autoridades policiais para os riscos que a população está correndo. Chamado de "golpe da voz", a artimanha dos criminosos visa imitar a voz das pessoas para, assim, simular sequestros e exigir pagamentos de resgates.
 
Para aplicar o golpe, os criminosos utilizam vídeos publicados por internautas nas redes sociais. Eles, então, jogam o áudio do vídeo em um aplicativo que "converte" a voz, permitindo que os golpistas produzam áudios com a mesma voz. Assim, os criminosos entram em contato com as famílias das supostas vítimas exigindo dinheiro do resgate de sequestros que não existem. Para convencer a família que o ente está em poder deles, usam a voz fake.
 
O delegado titular da Delegacia de Poá, Eliardo Jordão, publicou um vídeo em suas redes sociais alertando a população sobre o esquema.
 
"A pessoa publica um vídeo dela mesma nas suas redes sociais. O criminoso se apropria deste vídeo para ter a voz dela e, mediante programa de computador, consegue produzir áudios com a voz semelhante. E, após a produção destes áudios, entra em contato com os familiares dizendo que está com ela (suposta vítima) sequestrada. Para soltá-la, exige transferência bancaria, Pix, dinheiro. A pessoa acredita, porque a voz é muito semelhante e acaba fazendo o depósito", disse o delegado.
 
Eliardo afirmou que, em Poá, ainda não houve registros deste golpe. Porém alertou para o crescimento da artimanha. "É um golpe que acabou de sair do formo, então é um modus operandi que acredito que vai pipocar muito. O perfil (mais vulnerável) é o de pessoas que se expõem. Isso independe da idade", afirmou Eliardo.
 
O delegado também orientou a população, afirmando que as famílias podem usar "códigos e palavras-chave" caso desconfiem de algo errado. "Ter um código com o familiar. Isso a inteligência artificial não consegue pegar. Outros detalhes são indicar que há algo de errado por códigos e palavras-chave e se atentar ao cacoete e ao jeito de falar e respirar", completou Eliardo.

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