O Alto Tietê registrou, até esta segunda-feira (6), ao menos, nove casos suspeitos de intoxicação por metanol. São seis casos suspeitos em Itaquaquecetuba, um em Ferraz de Vasconcelos e dois em Mogi das Cruzes.
A Secretaria Municipal de Saúde de Suzano informou que não há casos confirmados nem suspeitos de intoxicação por metanol registrados na cidade. Também não houve notificação ou interdição de estabelecimentos comerciais em razão de suspeita de adulteração de bebidas alcoólicas.
Operações têm sido intensificadas no município com esta finalidade. No último fim de semana, por exemplo, a Vigilância Sanitária e o Setor de Fiscalização de Posturas recolheram 37 garrafas de bebidas destiladas de um mesmo local após ação especial na região norte, que contou também com a participação da Guarda Civil Municipal (GCM). Mas a medida foi tomada por conta da ausência de notas fiscais, não de indício de falsificação dos produtos.
A Prefeitura de Itaquá informou que, além dos dois casos suspeitos divulgados na última sexta-feira (3), sendo de um homem de 33 anos que morreu no dia 23 de setembro e outro que está internado desde 2 de outubro, mais quatro casos foram notificados nesta segunda (6). Dois deles com intoxicação suspeita de ter ocorrido em Jundiaí, um em São Paulo e um em Itaquá.
Mogi tem dois casos suspeitos de intoxicação por metanol aguardando resultado de exames.
A Vigilância Sanitária de Mogi informou que realiza constantemente este tipo de abordagem aos estabelecimentos comerciais para verificar a qualidade dos produtos, assim como a exigência de nota fiscal. Diante dos casos noticiados na capital paulista, as fiscalizações são reforçadas também na cidade.
Em todo Estado, equipes da força tarefa estadual realizaram novas operações. A força-tarefa do Governo de São Paulo conta com a participação da Polícia Civil, Secretaria da Fazenda, Procon-SP e vigilâncias sanitárias estadual e municipal. Ao todo, foram 11 estabelecimentos interditados cautelarmente. As autoridades realizam esse procedimento para colher amostras de bebidas e verificar suspeitas de contaminação por metanol, o que só acontece posteriormente pela Polícia Científica.