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Região

Ações combatem abandono de animais e auxilia mais de 500 pets neste ano

Em Suzano, o Setor de Bem-Estar Animal, vinculado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, atua em denúncias de maus-tratos e abandono

23 novembro 2025 - 18h00 Por Yasmin Torres - da Região

As cidades do Alto Tietê ajudaram no resgate, adoção e/ou recolhimento de mais de 500 animais em 2025. Embora nenhum município consiga realizar o recolhimento de animais abandonados, todos realizam ações de resgate que ocorrem de forma pontual, conforme a disponibilidade de vagas ou situações emergenciais. A maioria das cidades mantém parcerias com organizações e voluntários que ajudam no resgate, abrigo e adoção de animais, além de promover iniciativas educativas em todas as prefeituras para estimular a posse responsável e combater o abandono.

Em Suzano, o Setor de Bem-Estar Animal, vinculado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, atua em denúncias de maus-tratos e abandono, que podem configurar crime ambiental. Neste ano, sete resgates resultaram em ocorrências policiais no município. As denúncias chegam via Ouvidoria e são apuradas por equipes técnicas.

Paralelamente, a pasta desenvolve o projeto “Baby, Me Leva!”, que incentiva a adoção responsável de cães e gatos resgatados por ONGs e protetores parceiros, também promovendo mutirões de castração. Confirmados os casos de maus-tratos, a secretaria aciona os parceiros para o resgate e abrigo dos animais.

Mogi das Cruzes

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal (Smapa) de Mogi das Cruzes, por meio do Núcleo de Bem-Estar Animal (Nubea), atua no programa “Seu Amigo Pet”, que reúne ações de bem-estar, castração, educação humanitária e manejo ético de animais comunitários. Atualmente, cerca de 100 animais estão abrigados no Nubea, onde recebem cuidados, microchipagem e são disponibilizados para adoção.

O município não realiza recolhimentos rotineiros de cães das ruas, mas intervém em casos de maus-tratos, ferimentos ou risco imediato. As iniciativas de Mogi incluem o Programa CED/TED (Captura, Esterilização e Devolução), o Banco Municipal de Ração e mutirões de castração.

Guararema

A Prefeitura de Guararema realiza o recolhimento de animais de acordo com a disponibilidade de vagas no canil municipal, atualmente sem capacidade de acolhimento. Em 2025, foram realizados 27 recolhimentos e oito adoções. O município mantém parceria com a Organização da Sociedade Civil (OSC) Ampara, que abriga mais de 100 animais e recebe repasse financeiro mensal.

Guararema também conta com o Programa Bora Ser Feliz, que oferece castração e vacinação antirrábica gratuitas, além de promover a adoção responsável. Diante da baixa taxa de adoções e do desafio de acolher todos os animais vulneráveis, a Prefeitura tem concentrado esforços nas ações de castração e identificação animal, que somam cerca de 1.440 procedimentos anuais.

Ferraz de Vasconcelos

Em Ferraz de Vasconcelos, a Prefeitura não possui convênios formais com ONGs para o resgate de animais, mas realiza mutirões gratuitos de castração por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Proteção Animal. É estimado que entre 50 e 60 animais tenham sido retirados das ruas em 2025.

A administração apontou que essa política tem contribuído para a redução de animais nas ruas, evitando o nascimento de novas ninhadas. A cidade conta ainda com o apoio de protetores independentes, que oferecem lares temporários e atuam de forma voluntária no resgate de casos emergenciais.

Itaquaquecetuba

A Prefeitura de Itaquaquecetuba realiza as ações de acolhimento e incentivo à adoção de forma direta, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), sem parceria com ONGs, protetores independentes ou clínicas veterinárias. Entre janeiro e setembro deste ano, 337 cães e gatos foram adotados nas campanhas promovidas pelos canais oficiais e feiras municipais. A fiscalização de casos de maus-tratos e abandono é feita em conjunto com a Guarda Ambiental.

O município também está reestruturando as políticas de bem-estar animal, que passarão a ser conduzidas pela Secretaria de Meio Ambiente e Saneamento, com previsão de manutenção predial do canil e do gatil do CCZ.

Arujá

Em Arujá, as políticas de proteção animal são conduzidas pelo Canil Municipal e pela Secretaria Municipal de Saúde. Embora o município não mantenha parcerias em vigor com ONGs, há colaboração frequente com protetores independentes para castrações, atendimentos veterinários gratuitos e monitoramento de animais errantes.

O recolhimento segue diretrizes voltadas à esterilização e cuidado de animais comunitários. A cidade também oferece um serviço de adoção por meio da Divisão de Controle de Zoonoses, com atendimento de segunda a sexta-feira. Para adotar, é necessário apresentar documento com foto e assinar um termo de compromisso, garantindo a responsabilidade do tutor.

 

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