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Apreensão de anotações pela Lava Jato coloca Mogi-Dutra sob suspeita

27 MAR 2016 - 08h00

Uma anotação manuscrita apreendida pela Operação Lava Jato com o executivo da Odebrecht Benedicto Barbosa da Silva Jr. coloca a obra da Mogi-Dutra sob suspeita.

A Corregedoria Geral da Administração está apurando o caso. O documento sugere formação de cartel e pagamento de propina em obra do governo de São Paulo, em 2002. De acordo com reportagem do Jornal Folha de S. Paulo, publicada ontem, o documento cita "acomodação de mercado" para incluir empreiteiras que perderam a licitação da duplicação da Rodovia Mogi-Dutra e menciona suposto pagamento de 5% do valor do contrato para o "santo". Segundo investigadores, isso seria referência a propina. Na época, o governador era Geraldo Alckmin (PSDB).

O manuscrito foi apreendido no escritório no Rio de BJ, como o executivo é conhecido no mundo empresarial, na fase Acarajé da Operação Lava Jato.

Também foram apreendidas as planilhas citando supostos repasses do conglomerado a mais de 300 políticos de todo o país.

No manuscrito consta, abaixo do nome da estrada, o "valor da obra = 68.730.000 (95% do preço DER)". Em seguida, está escrito: "custos c/ santo = 3.436.500". A palavra "apóstolo" foi rasurada e substituída por "santo".

A publicação apurou que,em fevereiro daquele ano, um dia depois da abertura dos envelopes, o deputado estadual Luís Carlos Gondim anunciou o resultado da licitação vencida pela Construtora Queiroz Galvão, com o menor preço (R$ 68.678.651,60).

Em 2002, na abertura dos envelopes, as empreiteiras Andrade Gutierrez, OAS e Odebrecht apresentaram propostas acima de R$ 70 milhões e foram derrotadas.

Segundo o Folha, A diferença entre o valor apresentado pela Andrade Gutierrez (2º lugar), pela OAS (2ª) e pela Odebrecht (5ª) foi, respectivamente, de 0,6 e 2,5 pontos percentuais.

O Ministério Público Federal apontou, ainda sem apresentação da denúncia formal, a formação de cartel das empreiteiras para lotear as obras da Petrobras, mediante pagamento de propina, com base em um padrão idêntico ao encontrado no manuscrito.

A Folha destaca que no mesmo manuscrito encontrado no escritório de BJ, há a anotação "acomodação de mercado" e uma divisão de percentuais da obra entre a Queiroz Galvão, vencedora da licitação, e as perdedoras OAS, Odebrecht e Andrade Gutierrez.

À Odebrecht teria cabido uma fatia de 19% do valor do contrato, ou R$ 11 milhões.

Resposta

A assessoria do governador de São Paulo afirmou em nota que não faria comentários sobre o manuscrito que indica a ação de cartel e o suposto pagamento de propina na obra de duplicação da rodovia Mogi-Dutra. "Quem tem que explicar as anotações mencionadas pela reportagem é quem as fez. A licitação para a referida obra foi vencida pela empresa Queiroz Galvão", diz.

"Como a regra do governo do Estado é a total transparência, o documento foi enviado para apuração da Corregedoria Geral da Administração", refere a nota.

A Odebrecht não quis fazer comentários sobre os documentos apreendidos no escritório de seu executivo. "Os esclarecimentos foram prestados durante as oitivas realizadas pela Polícia Federal", ressalta.

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