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Jornal Diário de Suzano - 04/12/2020

Cidades do Alto Tietê arrecadam R$ 2,6 bilhões de impostos em um ano

03 JAN 2016 - 07h00

Entre janeiro e dezembro do ano passado, o Alto Tietê arrecadou mais de R$ 2,6 bilhões em impostos. Por dia, são arrecadados cerca de R$ 7 milhões dos moradores das dez cidades da região. Os dados foram divulgados no site do Impostômetro e representa a contribuição de 1º de janeiro até 29 de dezembro. O Impostômetro leva em consideração os valores recebidos por meio de impostos como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto Sobre Serviços (ISS).

Suzano é a segunda cidade que mais arrecada impostos na região, sendo R$ 467,6 milhões durante o ano de 2015. Por dia, a cidade tem mais de R$ 1,4 milhão arrecadados. Ainda de acordo com o Impostômetro, a média paga por cada morador de Suzano, durante o ano, chegou aproximadamente a R$ 1,2 mil, cerca de R$ 100 por mês.

A cidade do Alto Tietê que mais arrecadou impostos foi Mogi das Cruzes, com R$ 670 milhões durante o ano passado. A média por habitante também é de R$ 1,2 mil.

A cidade de Itaquaquecetuba é a terceira que mais arrecadou impostos, sendo R$ 368,7 milhões de janeiro a dezembro. O município arrecada por dia R$ 1,1 milhão. É importante lembrar que estas cidades que mais arrecadaram em tributos, também são as mais populosas da região.

Poá arrecadou R$ 305 milhões durante o ano e a cidade de Ferraz de Vasconcelos arrecadou R$ 216,3 milhões. As três cidades computam aproximadamente R$ 1,2 mil de impostos por habitantes.

De acordo com o economista Luiz Edmundo de Oliveira Moraes, o valor tributário, que é encaminhado para o governo federal, é o menor do que o arrecado nos últimos anos. "Com a diminuição da atividade econômica, o imposto arrecadado em cima dessas atividades também cai. A nossa carga tributária é muito pesada, nós pagamos muito e não recebemos isso de volta. Mas para o governo, esse valor é relativamente menor, comparado ao último ano, e a correção monetária com 10% de infração, devido à desvalorização da moeda. O poder de compra do governo foi menor", explica Moraes.

O economista esclarece também que o próprio imposto cobrado aos cidadãos é o que desestimula a compra e a economia da região. "Boa parte dessa desaceleração econômica que vivemos é devido a uma falta de segurança da população no futuro, e isso se dá devido a carga tributária. Ela desestimula a compra. É a conhecida 'armadilha fiscal", como chamamos. "O governo aumenta o imposto, as pessoas param de gastar e o governo ganha menos", pontuou.

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