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Com ressalvas, GCMs apoiam integração à Força Nacional

Para guardas, corporações de determinadas regiões necessitam de investimentos urgentes

Por Marcus Pontes - da Região23 JUL 2020 - 22h00
GCM desempenha papel importante na área de segurançaFoto: Irineu Júnior/Secop Suzano
Embora os guardas municipais desenvolvam cada vez mais funções policiais, especialmente combatendo o crime organizado, a inclusão deste categoria na Força Nacional de Segurança ainda segue sendo um debate desde 2018, quando houve alterações no projeto de Lei 11.473/07. E agora o tema pode voltar a ser debatido na Câmara dos Deputados. 
 
A integração das guardas municipais do país na Força Nacional de Segurança é um projeto apresentado pelo deputado federal Marco Bertaiolli (PSD). Segundo ele, o objetivo é o de reconhecer que agentes municipais tenham o mesmo enquadramento da Polícia Militar, uma vez que exercem funções de segurança pública.
 
"A função dos guardas municipais, hoje, é muito diferente de 30 anos atrás, quando exercia apenas uma função patrimonial. Hoje eles vão para rua e enfrentam a criminalidade, o tráfico de drogas e todo tipo de violência", destaca Bertaiolli, acrescentando que esse trabalho se acentuou nesse período de pandemia em que os municípios do País estão sob uma série de restrições. 
 
Na prática, o tema deve ser melhor analisado. Isto porque algumas corporações carecem de estrutura, seja de equipamentos, como colete e farda, veículos sucateados e, até mesmo, o déficit de profissionais. 
 
Da região, a integração à Força Nacional de Segurança foi bem vista por agentes municipais ouvidos pela reportagem. Segundo eles, porém, corporações de determinadas regiões são mais estruturas e outras ainda carecem de investimentos específicos. 
 
"As guardas municipais cresceram de uma forma grande. Há muitos agentes capacitados, que podem ingressar na Força Nacional. Claro que há exceções de que existem guardas deficitárias, mas vejo que isto está acabando", disse o GCM Eduardo de Souza Prado, que integra a Ronda Ostensiva Municipal (Romu) de Suzano. 
 
O pelotão especial da GCM suzanense, além de outros grupamentos, como o Canil, tem atuado em diferentes ocasiões, como no combate à venda de drogas e de roubos e furtos. 
 
"Não vejo problema algum as guardas municipais integrarem (a Força Nacional). Lógico que quem tiver interesse em integrar deverá ter todos seus documentos de capacitação e qualificação em dia. Para que ele seja avaliado", ponderou o GCM Rodrigo Kanashiro. 
 
Já o GCM Wesley Dias Ferreira avalia que o ingresso das guardas municipais do País à Força Nacional se dará de forma natural. "As guardas do Brasil estão incluídas na lei 13675, que é o Sistema Único de Segurança Publica. Sendo assim, concordo com a integração", disse.
 
Alisson Rezende integra a Rotam (Ronda Ostensiva Tática com Apoio de Motocicletas), da Guarda Civil de Itaquaquecetuba. Para ele, é preciso reavaliar a integração. Ele explica que, em algumas cidades, a realidade da corporação é bastante oposta. "Não vejo vantagem, pois, a realidade são muito diferentes. Temos guardas muito bem preparadas no país, e outras que carecem de investimento. Exemplos de estrutura, salário, armamento, legislação, entre outros. Temos, ainda, a questão do regionalismo".

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