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Jornal Diário de Suzano - 20/09/2020
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Com sinalização, estradas secundárias podem ser opção para peregrinos

23 ABR 2016 - 08h00

 Os fiéis que queiram demonstrar sua fé e devoção por meio de peregrinação podem o fazer com maior segurança atualmente no Alto Tietê. Católicos que percorrem longo caminho para chegar à Basílica de Nossa Senhora Aparecida podem usar a Rota da Luz, inaugurada recentemente pelo governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), em Mogi das Cruzes, de onde parte o trajeto. A rota consiste em estradas vicinais e rurais, ou secundárias, como alternativa para as principais, que apresentam maior perigo por conta dos carros.

A falta de sinalização foi apontada pelo padre Cleiton Viana Silva, da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Mogi das Cruzes, como um dos riscos de se peregrinar por estradas secundárias. “Quanto mais famosa a estrada, geralmente tem mais acostamento. Uma pista menos importante, menos conhecida, geralmente tem menos sinalização”, afirma.

Os fiéis acabam por escolher estradas principais, como a Via Dutra, que, consequentemente, têm maior movimento de automóveis, aumentando o risco de atropelamento.

Segundo ele, que já orientou grupos de peregrinos, inclusive um que saiu de Mogi rumo a Aparecida na última Páscoa, um carro costuma dar apoio aos devotos durante a caminhada, seja oferecendo alimento e água, ou prestando socorro caso algum peregrino passe mal ou não aguente mais caminhar.

Se utilizar o percurso da Rota da Luz, o fiel encontrará 194 quilômetros (km) de caminhada por estradas vicinais ou estradas rurais, que receberam sinalização com placas indicativas e os caminhantes poderão registrar a sua passagem pelos municípios com a utilização de QR Code (código quadrado em 2D que pode ser escaneado pela câmera fotográfica do celular), instalados em estabelecimentos comerciais e locais públicos indicados no site da Rota da Luz SP.

Além da sinalização colocada nessas estradas como maneira de atrair os peregrinos, há pontos comerciais cadastrados no site da rota onde os devotos podem parar para beber água ou ser atendido em algo que estiver necessitando. São os denominados Amigos do Peregrino.

O trajeto passa por nove municípios, sendo dois deles na região: Mogi das Cruzes e Guararema. Depois o caminho segue para Santa Branca, Paraibuna, Redenção da Serra, Taubaté, Pindamonhangaba, Roseira e, finalmente, Aparecida.

Apesar de longo, o caminho tem um grande significado aos fiéis. “A peregrinação é uma imagem da vida cristã. O ser humano vive nesse mundo, mas sabe que a sua meta, a direção final da sua vida é Deus. Já no Antigo Testamento, poder sair de sua casa e ir até o templo era um motivo de muita alegria. Na Bíblia tem o livro dos Salmos e tem vários salmos que cantam essa alegria do peregrino que vai na direção do templo do Senhor, e para o cristão isso se conserva também”, explica o padre Cleiton.

“Os lugares de peregrinação é onde o povo vai para agradecer uma graça alcançada, vai para pedir, vai também em um sentido penitencial, querendo ter um pouco mais de ordem, organização sobre a própria vida”, conclui.

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