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Jornal Diário de Suzano - 19/09/2020
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Comerciantes querem ressarcimento e mudança de decreto para calamidade

15 JAN 2016 - 07h01

 Os comerciantes poaenses atingidos pela enchente do último final de semana vão reivindicar da Prefeitura a mudança do decreto que aponta a situação do município como emergencial para estado de calamidade. Além disso, exigirão o ressarcimento dos prejuízos causados aos lojistas após o desastre. A maior parte dos comércios do quadrilátero central perdeu o estoque e equipamentos de trabalho. Há quatro dias sem poder trabalhar, os lojistas se reunirão hoje, às 9 horas, na Câmara, em uma sessão extraordinária, para fazer as solicitações.

As medidas foram estipuladas ontem, durante um encontro entre os comerciantes, na área central da cidade. Na reunião eles debateram o último encontro, realizado pela Prefeitura e vereadores, também na Câmara. Segundo os lojistas, o evento teve o foco desviado por discussões políticas e assuntos que tinham como objetivo promover alguns candidatos as eleições deste ano. Para hoje, o grupo de mais de 30 comerciantes deve apontar algumas das propostas já apresentadas pela administração municipal.

Entre as medidas estão mais informações sobre a linha de crédito que poderá ser aberta no Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), a mudança do decreto de situação de emergência para estado de calamidade - que poderá liberar recursos para ressarcimento de prejuízos -, reparação de danos, ressarcimento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) de 2015 - proposto no último ano, mas ainda em débito -, isenção do IPTU deste ano e revitalização da área central para diminuir os impactos das chuvas que causam alagamentos.

De acordo com a proprietária de uma escola de cabeleireiro, Marilúcia da Silva, ela perdeu tudo. Entre os objetos estavam chapinhas, secadores, cadeiras hidráulicas, máquinas de corte, computadores e balcão. "Ainda não consegui contabilizar os prejuízos, estou em choque. Não acredito na isenção do IPTU, na enchente do ano passado nos prometeram esta medida, mas pagamos o imposto normalmente. Faz 15 anos que convivo com inundações, mas esta foi a pior", detalha.

A responsável por uma lanchonete Raimunda Pessoa concorda e adianta que falta "um olhar" para a esta região, que está esquecida e abandonada pelo setor público. O dono de uma loja de roupas masculinas Amaury Coelho estima prejuízo de ao menos R$ 100 mil. "Perdi 50% da mercadoria. Também não acredito no ressarcimento do importo, mas se isso acontecesse seria uma ajuda mínima, uma vez que quem lucra com isso é o dono do prédio e não o comerciante", explica.

O comerciante destaca que mais de 300 lojistas do quadrilátero central foram prejudicados pela cheia e adianta que todos estão unidos para exigir ajuda. O representante de vendas Ariel Borges frisa que os comerciantes precisam de um respaldo, pois sem ajuda será difícil contornar a situação, uma vez que a possibilidade de mais chuvas preocupa os estabelecimentos.

De acordo com o ajudante geral Cristiano Rodrigues que perdeu o bar e a casa, em 15 anos, esta foi à enchente mais séria que atingiu a região. Ele conta que está junto com a esposa em um cômodo, emprestado por um parente, desde o final de semana. "Não temos onde ficar. A água derrubou duas paredes. Agora estamos em um porão e cheios de dívidas", lamenta.

ISENÇÃO

A proposta de isenção do IPTU para comerciantes e famílias de Poá vítimas da enchente foi apresentada na quarta-feira, em reunião entre a administração e comerciantes. Em entrevista à TV Diário, o prefeito Marcos Borges (PPS) falou que encaminharia hoje o pedido à Câmara municipal, em caráter emergencial.

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