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Jornal Diário de Suzano - 11/07/2020
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Deputados declaram apoio a prefeitos sobre revisão de plano do Estado

Capital e Alto Tietê foram classificados de forma diferente em plano de flexibilização. Decisão irritou prefeitos

Por Daniel Marques - da Região28 MAI 2020 - 23h15
André, Estevam, Gambale e Damasio apoiam os prefeitos da regiãoFoto: Divulgação
Os deputados estaduais da região demonstraram apoio aos prefeitos, que solicitam do Estado revisão da classificação do Alto Tietê no Plano de Retomada Consciente. 
 
Todas as cidades da região foram classificadas na Fase 1 (vermelha), enquanto a Capital paulista ficou na Fase 2 (laranja). Isso permite que a cidade de São Paulo flexibilize a quarentena a partir de 1° de junho, ao passo que o Alto Tietê terá que manter apenas o essencial funcionando.
 
Isso causou discordância por parte de prefeitos, não só da região, mas do ABC Paulista também. O DS conversou com os deputados estaduais do Alto Tietê, que apresentaram pontos de vista diferentes sobre a situação, mas sempre se colocando ao lado dos chefes das cidades. 
 
“Concordo com o posicionamento adotado pelos prefeitos do Alto Tietê e entendo que o governo do Estado precisa, sim, rever a classificação aplicada para o Alto Tietê, alterando pelo menos para a faixa laranja as cidades da nossa região”, afirmou o deputado Estevam Galvão (DEM).
 
Estevam ainda afirmou que o número de casos e fluxo de atendimento que a região registra permite a flexibilização do comércio. Ele também pediu mais transparência ao Estado sobre os números divulgados por cidade. 
 
“Mais do rever a classificação do Alto Tietê, o governo do Estado precisa ser mais transparente sobre os números da pandemia por cidade. Além disso, é preciso dar uma atenção especial aos mais afetados pelo isolamento: a população carente, aqueles que moram na periferia”, emendou o deputado do DEM.
 
Rodrigo Gambale, líder do PSL na Assembleia Legislativa, diz que o Estado deveria investir em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na região. Ele entende que essa separação ocorreu porque a cidade de São Paulo estaria “mais preparada” para a flexibilização, e culpou o Estado pelo fato de o Alto Tietê não estar na mesma situação.
 
“(Essa separação) provavelmente ocorre porque a capacidade que eles (Estado) estão vendo nos hospitais da Capital paulista, é maior do que o que eles veem na Região Metropolitana. Falo de capacidade técnica e de leitos nos hospitais”, opinou o deputado.
 
“Mas não pode simplesmente sacrificar a Região Metropolitana. Deveria ser feito um investimento no Hospital das Clínicas de Suzano, outro de adequação no Luzia de Pinho Melo, em Mogi, e melhorar ainda mais o Regional de Ferraz. Se fizer ações como essas, a gente consegue abrir a região. Está faltando estrutura, e a responsabilidade é do Estado”, completou Gambale.
 
Já o deputado Marcos Damasio (PL) afirmou que o Estado deveria considerar o conhecimento elevado dos prefeitos com relação às cidades, e debater melhor o assunto. Ele ainda diz que vai reforçar o posicionamento dos municípios com o governador João Doria (PSDB) e o vice, Rodrigo Garcia.
 
“O Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), por meio de suas câmaras técnicas, tem todos os dados técnicos e científicos para solicitar alteração na classificação que foi atribuída à nossa região no Plano. Creio que as classificações e decisões de flexibilização deveriam ser melhor debatidas com os prefeitos, pois eles conhecem as peculiaridades de suas cidades”, opinou.
 
O deputado André do Prado disse que os prefeitos estão corretos em defender os interesses econômicos de suas cidades, dado que o presente cenário indica que algumas atividades básicas podem ser retomadas, como, por exemplo, o comércio, desde que restrições sejam estabelecidas. “É pertinente o pedido para que o Governo do Estado de São Paulo reavalie a região como na Fase 2 - Controle (Laranja) e continue acompanhando o quadro no Alto Tietê, pelos critérios médicos e epidemiológicos, para tomar decisões futuras”.
 
Segundo o deputado, são várias as diferenças que tornam essa comparação difícil do Alto Tietê com a Capital. “Esse tema foi mote de minhas últimas conversas com os prefeitos da região e muitos se mostraram insatisfeitos com a diferenciação. Atendendo essas reivindicações em nome do Condemat, estive hoje no Palácio dos Bandeirantes, onde comecei uma interlocução para que a classificação da região seja revista”, afirmou.
 
Para o deputado André do Prado, de qualquer forma, é importante reforçar a necessidade de colaboração por parte da população. “O uso de máscaras, a atenção redobrada com a higiene e a manutenção do distanciamento social continuam sendo nossas maiores armas para enfrentar essa crise”.

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