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Jornal Diário de Suzano - 04/08/2020
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Grávida perde bebê ao dar à luz em banheiro de hospital de Itaquá após esperar 6 horas

Por Carolina Rocha - de Itaquá03 JUL 2020 - 12h13
De acordo com o Boletim de Ocorrência, a paciente deu entrada no hospital por volta das 8h da manhã, após o rompimento precoce da bolsa. Após dar entrada, a mulher teria ficado seis horas no corredor a espera de atendimento médicoFoto: Arquivo/DS
Uma mulher grávida de 21 semanas perdeu o bebê após dar à luz dentro do banheiro do Hospital Santa Marcelina no município de Itaquaquecetuba. De acordo com o Boletim de Ocorrência, a paciente deu entrada no hospital por volta das 8h da manhã, após o rompimento precoce da bolsa. Após dar entrada, a mulher teria ficado seis horas no corredor a espera de atendimento médico.
 
A advogada da família, Carmem Lucia Gomes de Souza Lima, disse que no período da tarde, ainda na espera, a paciente deu à luz a criança no banheiro do hospital sem nenhum amparo por parte da equipe médica da unidade. Entretanto, segundo familiares, a criança apresentava sinais vitais.
 
Após do parto, a mãe e o bebê foram encaminhados para o 6º andar do hospital, onde teriam sido atendidos por médicos e enfermeiros. Só então a equipe teria informado que a criança nasceu morta, contrariando a versão dada pelos familiares e pela mãe do bebê.
 
A advogada disse que a família vai entrar com um processo contra o hospital por negligência e abandono, e também relata incongruências no atestado de óbito do recém-nascido. Segundo Carmem, no atestado emitido pelo hospital não são apresentadas as causas da morte, motivo pelo qual a família não conseguiu emitir a certidão de óbito da criança.
 
Um pedido de exumação do corpo será realizado pela defesa para atestar e confirmar a causa da morte. A advogada também disse que a família vai solicitar a abertura de inquérito no Conselho Regional de Medicina para apurar o caso e a omissão de socorro por parte dos médicos do hospital.
 
“Vamos entrar com um processo e vamos abrir um inquérito para averiguar o que realmente aconteceu. A minha cliente está muito abalada e com um trauma emocional que não sabemos se vai conseguir superar. Se ela tivesse sido atendida, isso poderia ter sido evitado”, conclui.
 
Secretaria
 
A Secretaria da Saúde do Estado informou em nota que a mulher não ficou por 6 horas no hospital. A nota também afirma que a paciente foi devidamente atendida após dar entrada.
 
“Ela (paciente) deu entrada pela manhã da última segunda-feira (29), passou por classificação de risco imediatamente, logo em seguida foi internada na unidade e recebeu toda assistência de acordo com o quadro clínico apresentado”, diz a secretaria.
 
A pasta ainda diz que “desde a internação foi diagnosticada a hipótese de aborto, com estágio gestacional prematuro e que toda assistência foi prestada”.

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