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Jornal Diário de Suzano - 29/09/2020
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H1N1: exame é realizado em pacientes de hospitais públicos e filantrópicos

19 MAI 2016 - 08h00

 Mogi das Cruzes passa a realizar exames específicos para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), onde se incluem casos suspeitos de H1N1, para pacientes mogianos internados em hospitais públicos e filantrópicos, em quatro situações: crianças e adolescentes com idade entre zero e 18 anos; pacientes adultos que no momento da coleta estiveram necessitando de cuidados intensivos; casos com evolução fulminante; e gestantes. O objetivo é agilizar os resultados dos exames diante da dificuldade da liberação dos resultados, principalmente dos casos mais graves e óbitos, por parte do Instituto Adolfo Lutz, responsável por esse procedimento em toda a rede pública do Estado, e que está recebendo uma demanda muito grande nos últimos meses.

Os detalhes do Protocolo para Coleta de Swab Hospitalar em hospitais públicos e filantrópicos foram divulgados nesta manhã de ontem pelo secretário municipal de Saúde, Marcello Delascio Cusatis. “O número de óbitos suspeitos está preocupando. Hoje já são 18 mortes em investigação na cidade. A responsabilidade de executar esses exames é do Governo Estadual, mas diante da situação, tivemos autorização do prefeito Marco Bertaiolli (PSD) para adiantar os exames com recursos próprios para pacientes de maior gravidade”, explicou.

Os exames laboratoriais do município são realizados pelo Albert Einstein Medicina Diagnóstica, por meio de uma parceria com a Prefeitura de Mogi das Cruzes firmada em 2014. O exame indicado para os casos suspeitos de H1N1 tem o custo unitário de aproximadamente R$ 350 e prazo de quatro dias para a liberação do resultado.

Os exames dos pacientes de outros municípios, internados em hospitais públicos e filantrópicos da cidade, seguirão o fluxo normal, ou seja, terão seus materiais coletados e enviados ao Instituto Adolfo Lutz.

Desde o início da semana, a Secretaria Municipal de Saúde está pedindo ao Instituto Adolfo Lutz, na Capital, que informe se irá ou não realizar as análises dos casos suspeitos registrados na cidade, em especial dos óbitos suspeitos de H1N1. “Se a resposta for negativa, queremos realizar, também com recursos municipais, os exames dos 18 óbitos para podermos dar um retorno às famílias, fechar os casos e até mesmo planejar novas ações preventivas para o próximo ano”, acrescentou o secretário.

Até o momento, Mogi das Cruzes recebeu 213 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave, das quais 137 pacientes são mogianos e os demais são residentes em outros municípios que procuraram atendimento médico na cidade. Entre os mogianos, 11 casos foram confirmados (a grande maioria exames realizados por hospitais particulares onde os pacientes estiveram internados), dos quais um óbito confirmado. Outros 18 óbitos estão em investigação.

A Síndrome Respiratória Aguda Grave é uma síndrome gripal que apresenta dispneia e outros sinais de gravidade como sinais de desconforto respiratório ou aumento da frequência respiratória avaliada de acordo com a idade, além da piora nas condições clínicas de doenças de base, entre outros agravantes. “Não são gripes comuns, mas casos de maior gravidade, quando o paciente precisa de internação para tratamento”, informou a médica da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Tereza Nihei.

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