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Impactos do coronavírus na indústria da região são inevitáveis, diz Ciesp

Entidade enxerga com preocupação a situação atual vivida no País

Por Carolina Rocha - da Região28 MAR 2020 - 18h20
Indústria da região teme impactos negativos por conta do coronavírusFoto: Arquivo/DS
O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo no Alto Tietê (Ciesp Alto Tietê) disse que os impactos do novo coronavírus na economia são inevitáveis. A entidade enxerga com preocupação a atual situação vivida o País, com o fechamento de comércios e empresas por conta da pandemia do Covid-19. Entretanto, a associação reitera que o momento é de combater a pandemia e depois enfrentar a crise econômica.
 
A Ciesp também fala sobre esses impactos em outros países, e cita a China, primeiro epicentro da doença. "No auge da doença na China, muitos setores já foram prejudicados e os reflexos mais recentes são no mundo todo", diz a nota. 
 
Outro ponto levantado pelo Centro, é a capacidade de reestruturação econômica do País. Segundo a entidade, o Brasil não tem a mesma habilidade e predisposição para recuperação da economia como outros países, como é o caso dos Estados Unidos e da China, "por isso, também é fundamental ações a curto prazo para minimizar os impactos nas empresas e no desemprego", continua.
 
Para a associação, medidas precisam ser tomadas para que a indústria consiga superar essa fase. Ações que são defendidas pelo setor industrial paulista, como postergação de impostos; redução de taxas de juros; ampliação de linhas de crédito; linha de capital de giro para grandes, médias e pequenas empresas no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (CEF); e flexibilização da legislação trabalhista, facilitando o trabalho remoto em casa e a antecipação de férias podem ajudar o setor na manutenção de empregos, de forma que diminue os impactos econômicos no país.
 
Apesar disso, a direção da Ciesp afirma que ainda não é possível dimensionar a extensão dos impactos econômicos da pandemia na região. Isso porque não há como prever a evolução da doença e dos casos no país. O diretor titular da Ciesp Alto Tietê, José Francisco da Silva, disse que o momento é de incertezas. "Teremos que administrar e buscar soluções, conforme a situação, principalmente de saúde, evoluir. Hoje o que temos são muitas incertezas", conclui.
 
Linhas de produção não devem ser paralisadas
 
As indústrias do Alto Tietê descartam a paralisação das linhas de produção durante a quarentena determinada pelo governador João Doria.
 
A informação foi divulgada pelo Centro das Indústrias de São Paulo no Alto Tietê (Ciesp Alto Tietê), na tarde de ontem. Segundo a entidade, a indústria "não integra os setores econômicos que constam no decreto estadual de paralisação das atividades pelos próximos 15 dias."

Em nota, a entidade disse que muitos setores produtivos não podem ser interrompidos. Isso porque uma paralisação desses setores poderia causar um desabastecimento generalizado da população, sobretudo os ramos de alimentos, medicamentos e de produtos de higiene.

Nesse caso, a recomendação da Ciesp é que as indústrias, principalmente dos setores citados, mantenham a produção e implantem alternativas para manter as atividades dentro de condições seguras e que evitem a proliferação do novo coronavírus, por mais que essa produção ocorra em patamares reduzidos.

Entretanto, a Ciesp reitera que a paralisação das atividades é uma decisão das empresas, e que deve seguir uma série de fatores, como a demanda de seus produtos, obra-prima e responsabilidade o abastecimento para a população. 

"Mesmo diante da responsabilidade de manter a atividade industrial, principalmente para evitar o desabastecimento generalizado da população, a suspensão/manutenção das operações nas plantas fabris é uma decisão de cada empresa, a qual deve avaliar a sua demanda no momento, disponibilidade de matéria-prima e os impactos das medidas preventivas necessárias", diz a nota.

O decreto emitido pelo governador do Estado semana passada, inclui diversas restrições quanto ao funcionamento de empresas e comércios. Bares, restaurantes, casas noturnas, cafés, academias e shopping centers são alguns dos estabelecimentos que vão permanecer fechados pelo período de 15 dias, de 24 de março a 7 de abril.

A medida visa conter o avanço do novo coronavírus em São Paulo. A circulação e aglomeração de pessoas deve reduzir, assim evitando a proliferação e o contágio pelo Covid-19. O decreto engloba todos os 645 municípios do Estado.
 

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