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Jornal Diário de Suzano - 06/07/2020

Infectologista alerta sobre a importância da vacinação contra o sarampo

Segundo especialista, desde 2018, o número de casos aumenta gradativamente e faz do Brasil o terceiro país com o maior número de casos no mundo, atrás apenas das Filipinas e da Ucrânia

Por Da região25 MAI 2020 - 11h08
Em tempos de Covid-19, população precisa ficar atenta a vacinação contra outras doençasFoto: EBC/Divulgacão

O infectologista Dr. Alexandre Piva Sobrinho, docente do curso de Medicina da Universidade Cidade de S. Paulo (Unicid), instituição que integra a Cruzeiro do Sul Educacional, alerta sobre a importância da vacinação contra o sarampo, doença infecciosa aguda, causada por um vírus, que pode levar a complicações de saúde e, em casos mais graves, levar à morte.

A doença que estava erradicada no Brasil até 2016, teve uma crescente nos últimos anos, principalmente a partir de 2018, e faz o País ocupar atualmente o terceiro lugar em número de casos confirmados no mundo, atrás apenas das Filipinas e da Ucrânia.

“Esse aumento significativo do sarampo se dá por muitos motivos, sobretudo devido à falta de cobertura vacinal no território nacional aliado à uma alta transmissibilidade da doença, que é grave, principalmente em crianças menores de cinco anos. Assim como a Covid-19, o sarampo é uma doença altamente contagiosa”, avalia Piva.

O especialista e docente da Unicid, aponta que os principais sintomas do sarampo são: febre alta, acima de 38,5º, cefaleia, manchas avermelhadas pelo corpo, que geralmente começam pelo rosto e atrás das orelhas, além de tosse, coriza e conjuntivite.

O médico explica que para a doença não há um tratamento específico e que a única forma de prevenção, é a vacina. “O sarampo é uma das três doenças transmitidas via aerógena, juntamente de varicela e tuberculose. Uma pessoa pode transmitir para até 15 pessoas e isso se dá a partir da tosse, espirro, contato próximo ou direto com secreções de pessoas infectadas. É uma doença infecciosa, febril, viral e pode ser muito grave”, alerta o infectologista.

A vacina contra o sarampo é aplicada com 12 meses de idade, a chamada tríplice viral, que previne contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Com 15 meses, há a vacina tetraviral, que além das três já citadas, inclui-se a varicela. Para adultos até 29 anos, são necessárias duas doses da tríplice viral, com intervalo de um mês entre uma e outra. Para adultos acima de 29 anos, uma dose dessa vacina já é o suficiente.

Em 2019, o Brasil teve mais de 18 mil casos confirmados em 516 municípios e em 23 estados da Federação. Apenas em São Paulo, o número de casos confirmados no mesmo período foi de 16 mil.

Um último ponto mencionado pelo Dr. Alexandre Piva Sobrinho, é referente aos riscos ocasionados pelo movimento antivacina, que se deu a partir de um médico britânico que publicou em 1998, um estudo apontando uma possível relação entre a vacina tríplice viral e o desenvolvimento do autismo. Rapidamente, o medo da vacina se espalhou e resultou em uma drástica diminuição da vacinação em todo o mundo.

O professor cita que essa falta de informação é perigosa e colabora para a disseminação da doença. “O movimentoé crescente e foi incluído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos 10 maiores riscos à saúde global em 2019. O movimento ameaça reverter o progresso feito no combate ao progresso de doenças evitáveis por meio da vacinação, precisamos conscientizar a população em geral sobre os riscos do sarampo”, argumenta.

 

 

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