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ONG vai acolher 20 famílias refugiadas do Afeganistão

Por Matheus Cruz - de Mogi10 OUT 2021 - 21h00
Pelo menos 20 famílias estão sendo ajudadas pela ONG Refúgio Brasil, localizada em Mogi das CruzesFoto: Divulgação
Violação de direitos humanos e instabilidade institucional, essa é a realidade das famílias afegãs que desde a tomada do governo do Afeganistão pelos Talibãs, buscam refúgio em outros territórios. Neste cenário, pelo menos 20 famílias estão sendo ajudadas pela ONG Refúgio Brasil, localizada em Mogi das Cruzes, que atua em ações de acolhimento.
 
A expectativa é trazer o grupo para receber os cuidados oferecidos pela entidade criada em 2016, que envolvem ajuda básica de alimentação, moradia e suporte à saúde. O auxílio às famílias ganhou força após o Ministério das Relações Exteriores conceder vistos humanitários às pessoas que fogem do país com destino ao Brasil.
 
De acordo com a palestina Faysa Dauod, presidente da ONG, atualmente o grupo de afegãos está sendo cuidado por outras pessoas que articulam o visto para que cheguem à região.
 
“O Governo Federal autorizou o visto e agora estamos atuando na ajuda desse processo. Temos 20 famílias que estavam na fronteira e foram ajudadas até chegar no Paquistão. Ali temos contato com pessoas que fazem ajuda humanitária e agora estamos querendo trazer de duas em duas famílias”, explica. Seguindo os planos de Faysa, é possível que chegando ao Alto Tietê, uma parcela das famílias fique em Mogi e outra nas demais cidades, a depender da ajuda de outros voluntários que buscam abrigo e assistência aos refugiados.
 
Para ter controle do processo de acolhimento, a ONG divide as etapas em três partes: socorrer, integrar e, por fim, consolidar os recém-chegados com uma chance no mercado de trabalho. Em decorrência da pandemia, atualmente a entidade foca com mais intensidade no socorro, que consiste no processo de triagem, onde são checadas a situação de saúde, documentação, moradia e alimentação.
 
“Hoje estamos focados somente na parte do socorro. Esse número de atendimento vem aumentando bastante de janeiro a agosto. De 1.800 que atendemos, foi para 2.400 pessoas que recebem ajuda básica, como alimentação, saúde e moradia”, explica Faysa. De acordo com a presidente da ONG, atualmente cerca de oito nacionalidades diferentes são atendidas, como refugiados do Iraque, África, Egito, Marrocos, Tunísia, Haiti, Venezuela e a maior porcentagem, palestinos. Ao todo, o grupo reside em cidades do Alto Tietê, em outras regiões e em outros estados do país. Com a crise humanitária no Afeganistão, a responsável pela ONG ainda acredita que o número de atendidos pode ainda aumentar nos próximos meses.

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