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Jornal Diário de Suzano - 06/07/2020

Poá suspende temporariamente contrato com empresa e 113 merendeiras são dispensadas

Profissionais dispensadas eram contratadas pela empresa Paineiras, responsável pelo serviço de merenda escolar na cidade

Por Marcus Pontes - de Poá29 MAI 2020 - 12h58
Em uma transmissão ao vivo no Facebook, os secretários de Educação e Administração, Carlos Humberto Martins Duarte e Alexandre Provisor, respectivamente, explicaram os motivos que levaram à interrupçãoFoto: Divulgação/Reprodução

A Prefeitura de Poá suspendeu, de forma temporária, o contrato com a empresa Paineiras, responsável pela merenda escolar de alunos da rede municipal da cidade. A decisão foi tomada devido o serviço não estar sendo realizado, em função da pandemia do novo coronavírus. A suspensão provocou a demissão de 113 merendeiras contratadas pela iniciativa privada. Em uma transmissão ao vivo no Facebook, os secretários de Educação e Administração, Carlos Humberto Martins Duarte e Alexandre Provisor, respectivamente, explicaram os motivos que levaram à interrupção momentânea do contrato.

Na live, que durou mais de 15 minutos, o secretário de Educação, o Professor Humberto, falou que a municipalidade buscou alternativas para que o contrato não fosse suspenso. Entre elas, a distribuição de marmitex - tema que gerou polêmica na cidade. "Pensamos um projeto para que elas não fossem demitidas, mas, infelizmente, não conseguimos. Chegamos a um ponto que não era possível (continuar), por questão técnica", disse ele, que acrescentou: "Nossa intenção eram de 20 polos, para verificar a demanda, e iríamos para todas as escolas. Inicialmente, começaria com a marmita, mas foi rejeitada. Se estivéssemos servindo (as marmitas), não teria ocorrido demissão de nenhuma delas. Poderíamos pagar a empresa, porque o serviço estaria sendo executado".

De acordo com Alexandre Provisor, gestor da pasta de Administração, a decisão em demitir as merendeiras partiu da própria iniciativa privada. Ele comentou que a dispensa das profissionais é de responsabilidade única e exclusiva da empresa, e reafirmou que se o contrato não fosse suspendido tanto o prefeito Gian Lopes quanto o secretário de Educação Professor Humberto, poderiam responder pelo crime de improbidade administrativa. 

"Por indicação, a princípio, do setor de assuntos jurídicos, além do Tribunal de Contas do Estado, não tivemos outra alternativa a não ser fazer a suspensão temporária até que passe a pandemia. Depois, os serviços serão retomados", disse ele. A fala foi complementada pelo Professor Humberto: "Nosso desejo seria realmente de fazer acordo, mas a lei nos impede. O Tribunal é bem rigoroso quanto os serviços executados". 

Durante a live, os secretários, ainda, falaram sobre o futuro dos profissionais de limpeza da rede municipal. De acordo com eles, os serviços seguirão sendo realizados com 30% do efetivo contratado. A princípio, eles não comentaram sobre uma possível nova onda de demissões por parte da empresa Paineiras, responsável também por este serviço de limpeza. 

 
 

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