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Jornal Diário de Suzano - 27/09/2020
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Prefeitura de Mogi contesta operação do Gaeco que apurou compra de álcool gel e jazigos

Segundo o Ministério Público as compras dos litros de álcool em gel custaram R$ 97.050,00 para o município e a construção dos 600 leitos do hospital de campanha (jazigos) ficaram R$ 1.223.021,59

Por Fernando Barreto - da Região05 AGO 2020 - 19h58
Prefeitura de Mogi emitiu nota contestando alegações do MPFoto: Divulgação
A Prefeitura de Mogi das Cruzes contestou, em nota emitida ontem de noite, a operação “Mercador da Morte”, que apurou possíveis irregularidades com a compra dos galões de 5 litros de álcool em gel e da construção de 600 jazigos para enfrentar a pandemia de Covid-19.
 
Conforme informou o DS na manhã desta quarta-feira (05), em matéria publicada no portal, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Polícia Militar, realizou 16 buscas na cidade.
 
Segundo o Ministério Público as compras dos litros de álcool em gel custaram R$ 97.050,00 para o município e a construção dos 600 leitos do hospital de campanha (jazigos) ficaram R$ 1.223.021,59.
 
A Prefeitura contestou, explicando que os valores pagos pelos litros de álcool em gel custaram, na realidade, R$ 63.360,00.
 
“Em tomada de preços iniciada no dia 24 de março, 10 empresas apresentaram orçamento para fornecimento de álcool em gel em galões de 5 litros. O menor preço apresentado por galão de 5 litros foi de R$ 140,00. O valor foi considerado elevado pela Administração que, em negociação com a empresa que tinha o melhor preço, fechou a compra pelo preço unitário de R$ 99,00 por galão de 5 litros, o que totaliza um valor de R$ 63.360,00 e não R$ 97.050,00 como informado pelo Ministério Público”, explicou a Prefeitura.
 
Sobre os jazigos, a administração afirmou ter conseguido construir cada leito com 4% de desconto.
 
“O valor da tabela oficial (Siurb e CPOS) é de R$ 2.110,00 cada jazigo e o preço contratado é de R$ 2.038,00, o que proporcionou uma economia de 4%. Vale salientar que a empresa solicitou aditivo de preço, que foi negado pela Prefeitura”, disse.
 
A nota ainda salienta que Mogi foi a única cidade da região “a não ser citada pelo Tribunal de Contas em relatório divulgado em maio passado, que apontava problemas na prestação de contas dos municípios”.
 
"Todas as compras realizadas para dotar a cidade da infraestrutura necessária para o atendimento das vítimas da Covid-19 foram realizadas de maneira absolutamente transparente, respeitando a legislação vigente, com todas as informações disponibilizadas no portal da Transparência da Prefeitura a fim de garantir publicidade e acesso a todos sobre os recursos públicos empregados no combate à pandemia", concluiu a nota.

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