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Jornal Diário de Suzano - 25/01/2022
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Reajuste médio de 12,39% na tarifa de energia atinge 510 mil

Aumento ficou abaixo da inflação medida pelo IGP-M que, nos últimos 12 meses, variou 24,86%

Por Lucas Lima - da Região27 NOV 2021 - 22h38
Reajuste médio de 12,39% na tarifa de energia atinge 510 milFoto: Regiane Bento/DS
O reajuste médio de 12,39% na tarifa de energia elétrica afetou 510 mil clientes do Alto Tietê. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) homologou no último mês os novos valores a serem aplicados em oito municípios da região, de concessão da EDP. A medida começou a valer em 23 de outubro.
 
De acordo com a EDP, o aumento ficou abaixo da inflação medida pelo IGP-M que, nos últimos 12 meses, variou 24,86%. Os itens que mais impactaram as novas tarifas foram a elevação no custo de compra de energia, devido principalmente a crise hídrica enfrentada pelo País – a pior dos últimos 91 anos.
 
No caso das indústrias e clientes atendidos na alta tensão que realizam compra de energia diretamente no mercado livre, o percentual de reajuste ficará em 4,41%. Para os consumidores residenciais atendidos em baixa tensão, o reajuste será de 16,73%, uma vez que a tarifa desta classe inclui o custo da compra de energia (geração), impactado pela crise hídrica enfrentada pelo País.
 
Composição da tarifa
 
A tarifa de energia é composta pelos custos da geração, transmissão e distribuição de energia, além de encargos e tributos conforme regem as normas do setor elétrico, de maneira que o reajuste anual para as concessionárias de distribuição resulta da atualização do custo de toda essa cadeia. Segundo a EDP, quando a conta chega ao consumidor, ele paga pela compra da energia (custos das empresas geradoras), pela transmissão (custos das empresas transmissoras de energia), distribuição (parte que cabe à EDP) e os encargos setoriais (PIS/COFINS/ICMS) e tributos setoriais.
 
Portanto, do valor da conta de energia paga pelo consumidor: 78,3% se referem a custos com a compra de energia (geração), transmissão de energia e tributos e encargos setoriais; e 21,7% correspondem a custos com distribuição de energia até a unidade consumidora (parte destinada à EDP).
 
Com o reajuste, um consumidor residencial que pagava uma conta de R$ 100,00/mês, passará a pagar cerca de R$ 116,73. Assim, de cada R$ 100,00 de uma fatura mensal, R$ 21,70 serão destinados à EDP São Paulo, para a cobertura dos custos com operação, manutenção e investimentos na rede de distribuição de energia elétrica. Outros R$ 36,90 serão destinados ao pagamento das despesas com geração e transmissão de energia, enquanto os restantes R$ 41,40 serão destinados aos encargos setoriais, impostos e tributos.

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