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Jornal Diário de Suzano - 26/09/2021
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Sabesp pede uso racional da água, mas descarta desabastecimento na região

Sistema Integrado opera com 47,1% da capacidade, mesmo índice de 3 de agosto de 2018, quando não houve problemas

Por Da Região03 AGO 2021 - 23h00
Represas têm queda no índice de armazenamento, mas Sabesp descarta rodízioFoto: Regiane Bento/DS
A Sabesp informou ontem que não há risco de desabastecimento neste momento no Alto Tietê, mas reforça a necessidade do uso consciente da água. 
 
A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) é abastecida pelo sistema integrado formado, além do Alto Tietê, por outros seis sistemas (Cantareira, Guarapiranga, Cotia, Rio Grande, Rio Claro e São Lourenço), o que permite transferências de água entre regiões, dando mais segurança ao abastecimento. “Isso é possível porque obras vêm sendo realizadas desde a crise hídrica de 2014, com destaque para a Interligação Jaguari-Atibainha e o novo Sistema São Lourenço, ambas em operação desde 2018”, informou a Sabesp.
 
A interligação do rio Itapanhaú, principal obra em andamento para reforçar a segurança hídrica na RMSP, inicia operação no fim de 2021 transferindo 400 litros por segundo (l/s) desse rio para o Sistema Alto Tietê, conforme informou a estatal. Até julho de 2022, serão em média 2,0 mil l/s. Ontem (3/8), todo o Sistema Integrado operava com 47,1% da capacidade, mesmo índice de 3 de agosto de 2018, quando não houve problemas no abastecimento na RMSP. 
 
Segundo a Sabesp, a queda no nível das represas é normal nesta época devido ao esperado baixo volume de chuvas que, neste ano, foi ainda menor por causa da severa seca. A projeção da Sabesp aponta níveis satisfatórios para passar pela estiagem (até setembro), mas a companhia reforça a necessidade de uso consciente da água por todos, em qualquer época do ano.
 
Índice
 
O DS consultou ontem a situação das represas da região. O índice de armazenamento registrou queda de 5,9% no período de um mês. Entre o dia 3 de julho e 3 de agosto, o percentual no volume operacional apresentou queda constante durante todos os dias, passando de 53,99% para 48,9%. Os dados são da Sabesp.
 
Uma das explicações para a queda no armazenamento está a falta de chuvas, que são responsáveis pelo aumento ou pelo menos para manter a capacidade estabilizada.
 
Segundo a plataforma, o acumulado de chuva no sistema da região é de apenas 0,04 milímetros de pluviometria. Ou seja, menos de um litro de agua por metro quadrado.
 
A exceção registrada pelo sistema ocorreu durante o final do mês de julho, quando a chuva voltou a aparecer por dois dias nas cidades da região e a pluviometria alcançada foi de 14,2 na quarta-feira (28) e 7,76 na quinta (29).
Para se ter ideia da escassez de chuvas na região, a última vez que o Alto Tietê recebeu pluviometria acima de 20 milímetros foi no dia 13 de maio, há dois meses (24,32 milímetros).
 
Represas 
 
Das cinco represas da região, quatro delas trabalham com o percentual de água abaixo de 50%. De acordo com a ferramenta, a melhor situação é na represa Ponte Nova, onde o percentual é de 58,94%.
 
A represa de Taiaçupeba é a segunda com melhor índice de armazenamento na região. Atualmente o armazenamento é de 48,91%.

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