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Jornal Diário de Suzano - 24/11/2020
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Santa Casa de Mogi das Cruzes restringe o atendimento a gestantes

30 DEZ 2015 - 07h00

 O Hospital Santa Casa de Mogi das Cruzes restringiu os atendimentos e internações na UTI Neonatal e na Maternidade. O motivo é a superlotação do local. Atualmente, a unidade tem realizado cerca de 450 partos mensalmente. O número significa 50% a mais do considerado o ideal para o local, que é de 300 nascimentos por mês. Em relação ao pronto-socorro obstetrício, o secretário municipal de Saúde, Marcello Delascio Cusatis, informou que, na última segunda-feira, o local chegou a realizar 130 consultas no período de 12 horas. O considerado normal é de 60 a 70 consultas.

A superlotação do hospital teve início no dia 24 de dezembro. Agora, as gestantes que chegam ao local precisam passar por uma equipe de saúde que avalia o caso, determinando quem será atendida na unidade. Alguns casos são encaminhados para outros hospitais de referência. Segundo o secretário, a situação é por tempo indeterminado.

"A Santa Casa de Mogi é um hospital de referência na área de obstetrícia. Porém, vem se mostrando insuficiente para a atual realidade. Nossa taxa de ocupação está totalmente completa, tanto o setor de UTI Neonatal quanto no de Maternidade. Para a transferência das pacientes estamos mantendo, por 24 horas, uma ambulância 24 horas na unidade", disse.

A assessoria da Santa Casa, por meio de nota, esclareceu que a medida adotada visa garantir a qualidade do atendimento às que procuram a unidade e daquelas que estão internadas no local.

MAIS LEITOS

A infraestrutura da unidade hospitalar conta com nove leitos de UTI Neonatal, 18 leitos para gestantes (pré-parto) e 26 leitos no alojamento conjunto (pós-parto). O secretário destacou que, diante da situação atual, é necessária a ajuda do governo estadual e demais administrações municipais para que a haja uma estabilidade no atendimento da Santa Casa mogiana.

"A região enfrenta problemas, o Brasil tem problemas nesta área. E temos discutido sempre com a secretaria de Saúde do Estado sobre a situação. A Santa Casa recebe pacientes não só de Mogi, mas de muitas outras cidades e é preciso uma expansão. Por hora, pedimos para que cada município crie meios de cuidar de sua própria gestante".

Em relação aos leitos de UTI Neonatal, por exemplo, o secretário disse que seria preciso ampliar em mais seis ocupações, totalizando 15 leitos. "Isso seria o ideal para atendermos 80% da nossa taxa de ocupação. E estamos considerando esse número contando apenas com os pacientes do serviço público".

Os dados apresentados levam em conta apenas a demanda de pessoas que utilizam o serviço público de saúde. Recentemente, foi divulgado o fechamento da maternidade do Hospital Ipiranga, programado para ocorrer no dia 15 de janeiro. Com isso, Mogi passaria a contar apenas com o Hospital e Maternidade Mogi Mater, para atendimentos particulares. A situação, consequentemente, resultaria na migração desses pacientes (conveniados) para a rede pública. Neste cenário, as medidas para o atendimentos de todos precisariam ser ampliadas.

"Hoje, 38% dos habitantes de Mogi possuem algum tipo de plano de saúde. Isso representa cerca de 200 mil pessoas, que passarão a contar somente com uma maternidade. Com isso, parte desses pacientes deve migrar para o serviço público, que também já possui sua demanda. Mandamos um ofício ao secretario de Saúde do Estado com o objetivo de acharmos uma solução para esse momento e especialmente para 2016. Precisamos oferecer mais leitos para a população", concluiu Cusatis.

RECÉM-NASCIDOS

Na situação atual da Santa Casa de Mogi, quando um recém-nascido que se encontra na UTI Neonatal apresenta evolução no quadro clínico, a unidade realiza a transferência do mesmo para as Unidades de Cuidados Intermediários (CI e CII).

A Santa Casa também está solicitando a transferência de gestantes com risco de prematuridade para outros serviços , a fim de assegurar melhor atendimento.

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