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Sindicato teme sobrecarga na região com fechamento de 4ª maternidade

19 DEZ 2015 - 07h00

 O Sindicato dos Trabalhadores Públicos de Saúde do Estado de São Paulo (SindSaúde) teme a sobrecarga das maternidades da região, depois do fechamento da unidade do Hospital Ipiranga de Mogi das Cruzes. O encerramento das atividades da ala acontecerá em 15 de janeiro, conforme divulgado ontem pelo DS.

Segundo a diretora regional do órgão sindical, Kátia Aparecida dos Santos, o Alto Tietê já passou pelo fechamento de outras unidades e viveu a superlotação do setor. Desde 2010, duas maternidades foram fechadas em Suzano (Campos Salles e São Sebastião), além da unidade do Hospital Osíris Florindo Coelho, em Ferraz de Vasconcelos, que permaneceu sem atividades por aproximadamente um ano.

"Com certeza o fechamento desta maternidade trará impactos negativos a região. Se a mulher chegar para ter o bebê e encontrar a unidade fechada ela seguirá para o hospital mais próximo. Suzano, por exemplo, que conta com apenas uma maternidade, poderá ter transtornos. Além disso, vamos apurar imediatamente as causas do fechamento para tomarmos as medidas cabíveis", explica.

Segundo a Santa Casa suzanense, o término das atividades da maternidade do Ipiranga não impactará na unidade de Suzano, uma vez que o perfil das pacientes é diferente. A Secretaria de Estado da Saúde também compartilha da opinião e ressalta que não é possível prever o aumento do número de partos no Regional de Ferraz e Geral de Itaquá, o Santa Marcelina.

O diretor técnico da Santa Casa de Misericórdia de Mogi, Nicolau Machado Caivano, explica que a unidade já tem notado um progressivo aumento da demanda do setor, o que leva o hospital a fazer adequações. Caivano adianta ainda que os pacientes conveniados devem buscar atendimento em maternidades de referências e frisa que hoje existe a tendência dos hospitais em reduzir o número de maternidades.

"No cenário em que vivemos atualmente as pessoas têm perdido seus empregos, seus convênios e tem vivido situações de grande dificuldade e, portanto, migrando muitas vezes para o Sistema Único de Saúde (SUS). O Hospital trabalha para melhorar, cada vez mais, o atendimento. Porém, no momento não há condições de expansão física".

PARTOS

O Alto Tietê realizou, neste ano, cerca de 16.496 partos. Os dados fazem parte de balanço encaminhado pelos hospitais Regional de Ferraz e Geral de Itaquá, Santas Casas de Suzano e Mogi, além de Ipiranga de Mogi e Arujá, e, foram somados pelo DS a partir do número de partos mensais. Para se ter uma ideia, em Itaquá são feitos 360 partos mensais, em Ferraz 290.

A Santa Casa de Suzano frisa que realiza anualmente, em média, de 3 mil partos. A Santa Casa de Mogi destaca que são realizados aproximadamente 450 partos por mês. Já o Ipiranga mogiano conta com aproximadamente 40 médicos e realiza cerca de 110 partos mensais e o Ipiranga de Arujá fez no período de janeiro a outubro, 1.176 partos.

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