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Jornal Diário de Suzano - 03/07/2020
Opinião

Sobre adiar eleições, prefeitos alinham discurso: ‘A preocupação agora é combater a Covid-19’

Eles foram ouvidos pelo DS, durante esta semana, e comentaram a possibilidade de adiamento das eleições

Por Carolina Rocha - da região31 MAI 2020 - 17h00
Eleições estão marcadas para outubro, mas podem ser adiadasFoto: Arquivo/DS
Os prefeitos da região veem a possibilidade de adiamento das eleições municipais em segundo plano. Para os chefes do poder executivo municipal, a prioridade no momento é garantir o bem-estar e a saúde da população, bem como prevenir e combater a pandemia do novo coronavírus nas cidades do Alto Tietê.
 
O prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PL), disse que todas as decisões relacionadas ao calendário eleitoral e ao adiamento das eleições é um assunto que apenas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é capaz de decidir, e que aos municípios, cabe respeitar qualquer que seja a decisão tomada pelo órgão. Além disso, Ashiuchi disse que a "principal preocupação no momento é a gestão do município e a garantia do bem-estar da população frente à pandemia do Coronavírus". 
 
Já em Poá, o prefeito Gian Lopes (PR) disse que apoia a realização do pleito, caso este ocorra sem colocar a saúde da população em risco e reitera que o que for decidido será aceito pela administração municipal. Lopes também reforça que todos os esforços nesse momento estão voltados para o combate e a prevenção à doença.
 
José Carlos Fernandes Chacon, o Zé Biruta (PRB), prefeito de Ferraz de Vasconcelos, disse que aguarda a decisão do TSE para poder se pronunciar sobre o assunto, mesmo posicionamento do prefeito de Arujá, José Luiz Monteiro (MDB). O prefeito de Biritiba Mirim, Walter Tajiri (PTB) disse que no momento a preocupação é com a pandemia e que, quanto à mudança de data das eleições, ele seguirá o que for estabelecido.
 
O assunto do adiamento das eleições municipais chegou até a Câmara do Deputados em Brasília. 
O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinalizou que o pleito deve ser adiado devido a pandemia do novo coronavírus. 
 
Caso as votações previstas para 4 de outubro sejam adiadas, o novo pleito pode acontecer 15 de novembro ou 6 de dezembro, datas que estão sendo discutidas pelo governo. De acordo com Davi Acolumbre (DEM-AP), presidente do Senado e Congresso Nacional, um grupo será montado por deputados e senadores para discutir e analisar a situação.
 
Entretanto, Maia já reforçou que o que está sendo estudado é o adiamento das eleições, mas sem a necessidade de prorrogação de mandato, e que o posicionamento é unânime com os líderes do governo.
 
Em caso de mudanças no processo eleitoral, é necessário modificar a Constituição Federal. Para isso é preciso formular uma emenda para que esta seja aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Nessas Casas, a proposta precisa ter o apoio de pelo menos três quintos dos congressistas em cada uma das duas votações necessárias. Isso significa que 308 deputados e 49 senadores precisam aprovar a medida para que o adiamento seja realizado.
 
Os prefeitos de Mogi das Cruzes, Marcus Melo (PSDB), e de Itaquaquecetuba, Mamoru Nakashima, também mantêm os discursos afinados sobre o assunto. “Neste momento, eleições ficam para segundo plano. Em Mogi estamos trabalhando para conter a pandemia do coronavírus”, disse o prefeito Marcus Melo.
O prefeito de Itaquá vai além. Na necessidade, é a favor do adiamento das eleições.

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