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Jornal Diário de Suzano - 11/12/2019
CENTRO ONCOLÓGICO

Transporte público a distritos pode encarecer com pedágio, pontua especialista

Estado estuda implantar cobrança em um trecho da Mogi-Dutra; classe política e sociedade civil constestam

Por Fernando Barreto - de Mogi11 NOV 2019 - 20h49
A implantação do pedágio na Rodovia Pedro Eroles (SP-88), a Mogi-Dutra, em Mogi das Cruzes, pode encarecer o transporte público para os distritos de Taboão e Guanabara. É o que acredita que o consultor técnico em mobilidade urbana e coronel reformado da Polícia Militar, Nobuo Aoki Xiol.
 
Para o especialista, os pedágios tem se tornado mais presentes nas rodovias do Estado. Segundo ele, as cobranças são uma forma de sustentação da economia. "Os pedágios tem demonstrado ser uma opção para o equilíbrio econômico do Estado". 
 
Xiol, porém, diz que, na maioria das vezes, a construção de pedágios ocorre, principalmente, em divisas de municípios. Em Mogi, a ideia da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) seria diferente, uma vez que o estudo prevê a construção do pedágio no quilômetro 45. "Esse pedágio deveria ficar na divisa de Mogi com a cidade de Arujá".
 
Diante da implantação no trecho, o especialista comentou sobre a possibilidade de o transporte público encarecer. "Quando um pedágio é colocado dentro das delimitações de um mesmo município, você prejudica o tráfego da população entre as regiões. No caso do pedágio da Mogi-Dutra, os prejudicados são as pessoas que precisam acessar o distrito de Taboão ou da Chácara Guanabara. O preço da passagem do transporte público vai aumentar?", questionou Xiol, que já foi secretário na pasta de Transportes de Mogi e Itaquaquecetuba. 
 
O especialista concluiu dizendo que o número de itinerários para a região do Taboão é limitada e caso o pedágio seja instalado, "pode diminuir ainda mais o número de ônibus com destino a essas regiões".
 
Pedágio
 
O pedágio na Mogi-Dutra ganhou repercussão na região. A Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) insiste na instalação de um pedágio, mesmo com a pressão de prefeitos, vereadores e deputados da região sobre a medida.
 
Segundo a agência, o pedágio vai permitir a adequação de 6,4 quilômetros do trecho da Mogi-Bertioga, a implantação de 22,3 quilômetros de acostamento entre Biritiba-Mirim e Bertioga, rampas de escape no trecho de serra e nova ponte sobre o Rio Guacá, localizado em Biritiba-Mirim.
 
O órgão disse que vai oferecer desconto progressivo para quem utilizar constantemente o pedágio, além de oferecer mais 5% de desconto para motoristas que utilizarem o pagamento automático. 

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